sábado, 7 de Novembro de 2009

Pela hora matutina a que vos escrevo dá para deduzir que estou de regresso a casa e às lides maternais. Dormi quatro horas, já fiz biberões, leitinhos, tostas com manteiga, calcei meias anti-derrapantes, estendi a roupa, colei cromos, e já estou sentada no computador. E estou assim meio p'ró deprimida. Sonhei com o meu passado e fiquei nostálgica. Estou assim a modos que com um nó no estômago que não se desata nem por nada.

Vale-me a festa de São Martinho que vou fazer esta noite cá em casa.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

E como não há bela sem senão, eis que acabei de protagonizar a barracada desta escapadinha. Eu e o meu brilhosinhos fomos fazer mais uma massagem esta tarde. Daquelas que nos deixam em estado quase alcoólico. Eu entrei numa sala. Ele noutra. Uma hora depois saí e o meu respectivo já me aguardava. Decidimos então dar um mergulho na piscina interior de água salgada e fazer um poucochinho de jacuzzi.

O meu brilhosinhos foi o primeiro a mergulhar. Eu demorei mais tempo a pôr a touca e a tirar o roupão. Mas assim que pus o pé no primeiro degrau da piscina dei por mim a voar escadas abaixo e a bater com o rabo e as costas em todos os degraus até ao fundo da piscina. Completamente dorida e ligeiramente envergonhada, não consegui parar de rir ao imaginar o cenário.

Achei então por bem mudar-me para o jacuzzi. Sempre era mais pequeno e a probabilidade de algo correr mal era muito menor. Só que não. Eu estava mesmo muito enganada. É que assim que pus um pé no degrau do jacuzzi aconteceu exactamente o mesmo. Voei até lá abaixo, e desta vez com direito a arranhões nos joelhos e tudo. E tudo por causa dos óleos que a massagista utilizou para esfregar este corpinho de sereia.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009




Ah, é verdade! Não tenho dado grandes noticias porque ando por aqui...

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Sabem qual é a pior parte de fazer uma festa de aniversário? O dia seguinte. Olho à minha volta e já está tudo mais compostinho. Mas longe, muito longe de estar perfeito. E olhem que ando nisto desde as onze da manhã. Para onde quer que olhe só vejo muito saco, muita caixa, muitos restos. Muita, muita, mesmo muita coisa. E onde é que andam os nossos maridinhos nestas alturas? Em todo o lado menos ao nosso lado para nos ajudarem! Pelo menos o meu. Tou capaz de morder alguém!

sábado, 31 de Outubro de 2009

Caíu o mito

Conversa entre mim e a minha filha mais velha, esta manhã, a caminho do Zoo.

Filha: Mamã, gosto tanto da boneca que dei à R. Podes comprar-me uma também?
Eu: Sim. Se te portares bem, pode ser que o Pai Natal te ofereça uma.
F: Pai Natal mamã? Não é o Pai Natal que compra os presentes. És tu. O Pai Natal não existe.
E: Não existe?! É claro que existe! Então quem é que vai a nossa casa todos os anos com um saco cheio de presentes?
F: Não é o Pai Natal! É alguém da nossa família mascarado com um fato de Pai Natal!
E: (Não aguentei e comecei a rir) Mas quem é que te disse isso?
F: Ninguém. Fui eu que descobri sozinha com o meu cérebro!

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

E o dia parece ter chegado ao fim. Confesso que estava a desejar esticar os pés e descansar a cabeça. Cá por casa estamos todos assim a modos que KO. Começou com uma divertidissima visita ao Zoo e acabou agora, numa mega festa de Halloween no colégio das minhas filhas.

Mas vamos por partes. Depois de ter acordado a minha R. com um divertido parabéns a você, fizemos o jogo do quente e do frio para ela ir descobrindo os presentes. Adorou todos, excepto o embrulho da Lanidor, o qual abriu, olhou lá para dentro e disse: "Isto não é presente. É roupa!" Posto isto, pusemo-nos a caminho do Zoo. A primeira paragem: baía dos golfinhos. O espectáculo, que já vi 800 mil vezes teve algo de diferente desta vez pois a minha filhota foi escolhida para ser puxada por um golfinho enquanto ia sentadinha num barco. Depois teve direito a trocar umas valentes beijocas e festinhas com o mamífero. E eu, claro, de máquina fotográfica em punho a fazer filmes e fotos sem parar pois não sei quando é que isto lhe volta a acontecer. Depois foram os macacos, os tigres, elefantes, girafas (e quantas há agora!), rinocerontes, hipopotamos, repteis, teleférico, McDonalds, etc. Assim já meio torcidos viemos embora pois o dia ainda ia a meio.

A segunda paragem foi para comer uma pizza pois às oito e meia da noite tinhamos que estar no colégio. Vesti as crianças a preceito, enfiei um chapéu de bruxa na cabeça e pouco passava das nove quando um bando de quarenta crianças e o dobro em pais invadiram a Quinta do Hilário, em Setúbal, em busca de "doçuras ou travessuras". E se algumas pessoas nem sequer nos abriram a porta, outras houve que estavam preparadíssimas para a nossa chegada. E qual não é a minha surpresa quando bato a uma porta e dou de caras com o Manuel Marques, aquele magrinho que trabalha com o Herman e é irmão da Ana Marques. Com um sorriso de orelha a orelha, o actor desceu as escadas da moradia com um cesto cheio de doces e distribuiu tudo pela criançada. Logo depois tocámos a outra campainha e qual não foi novamente o meu espanto quando o ortopedista Jones vem à porta com um sorriso ainda maior que o do Manuel Marques. "Olha o médico da selecção", pensei eu. E fiquei ali a avaliar a prestação do senhor. E o senhor teve um Excelente. Entregou um saco cheio de chocolates às minhas filhas que sairam dali todas contentes. Só da casa do Mourinho é que não obtivemos resposta pois não estava lá ninguém (óóóóó, ver o José é sempre um prazer para qualquer ângulo de visão feminino). Mas pelo menos fiquei a saber que estou rodeada de vizinhos famosos, os quais não fazia a mínima ideia que estavam ali a paredes meias comigo (excepto o Mourinho, claro).

Quando chegámos novamente ao colégio, a minha baby apagou as suas três velinhas, e logo depois a música começou a bombar (mas a bombar à séria, com direito a fumo, jogo de luzes e tudo) numa discoteca criada pelos alunos do primeiro ciclo. E a festa durou até agora. Não há pai que aguente tanta agitação! E agra é hora de dormir, pois amanhã tenho de preparar tudo para a festa da minha filha, que vai ser no domingo. Mãe sooooooooooooooofre!

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Ainda mal te sentia
Mas já inundavas o meu coração
De felicidade e alegria
E muita inquietação

Temia não te amar
Pois já conhecia este amor
Que era tão grande
Que parecia causar tamanha dor

No dia em que chegaste
Amei-te de imediato
E todo o medo que sentia
Foi logo apagado

Olhaste para mim
Em busca de conforto
Aconcheguei-te no meu corpo
Como se fosse o teu porto

O teu rosto era redondo
e estavas vestida de rosa
Parecias uma linda flor
Como as retiradas de uma prosa

Viraste uma comilona
E não me deixavas dormir
Andava sempre ensonada
E nunca podia sair

Agora que cresceste
Viraste uma mulherzinha
Que me arranca gargalhadas
Desde manhãzinha

Quero ver-te crescer
E encontrares o teu caminho
Que por vezes é tão frágil
Como o papel do pergaminho

Já passaram três anos
Desde que chegaste a nossa casa
Sem ti não consigo voar
Pois és a minha segunda asa

E é por tudo isto
Que não deixo de te amar
Deste um significado à minha vida
Que nunca poderia imaginar


Parabéns Filha. És a minha vida. AMO-TE (A minha filha só faz anos amanhã. Mas como vou estar ausente, deixo-lhe este miminho (um bocadinho foleiro já sei) já hoje)
Um conhecido meu apanhou o filho, de nove anos, a ver um filme porno, a beber uma cerveja e a fumar um cigarrinho. Ele está divorciado e tudo isto aconteceu na semana em que ele estava com a criança. Ele estranhou o silêncio dentro de casa e, pensando que o rapazito estivesse a jogar Playstation, entrou no quarto dele sem bater. O resultado foi quase um ataque cardíaco. Cervejinha na mesa de cabeceira, cigarrito na mão e cenas altamente hardcore na televisão.

Posto isto, e sem conseguir recuperar do choque, o papá preocupado ficou sem saber qual o assunto a abordar primeiro e decidiu-se a ter uma looooooooonga conversa com o filho. Não sei o resultado final. Mas não deve ter sido nada fácil. Eu também fiquei em estado de choque mas confesso que depois me fartei de rir (sempre com uma pontinha de preocupação. Juro!).

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Porque é que toda a gente implica com o papel higiénico preto que tenho na casa-de-banho? Eu gosto tanto... e fica lá bem.
Como todas as crianças, as minhas filhas também adoram doces. Mas uma das regra cá de casa é que de manhã ninguém põe uma pastilha, um chocolate, um chupa ou uma goma na boca. De manhã não se pode comer doces. E ponto final. Mas elas estão sempre a tentar quebrar as regras. Vão atirando o barro à parede a ver se pega. Mas já sabem de antemão que não resulta, a não ser quando estão com as avozinhas.

Hoje de manhã cruzei-me com a mais pequenina no corredor e reparei que tinha a boca cheia e mastigava freneticamente. "O que é que tens na boca", perguntei-lhe. Por detrás da inocência dos seus dois anos, ela respondeu-me: "É uma pastilha." Voltei a dar-lhe o sermão mas ela não tirava a pastilha da boca por nada. Nem abria a boca com medo que eu lhe arrancasse o doce. Sentei-me então no computador e fiz uma busca de imagens de dentes podres. Perante a pior imagem possível chamei-a e mostrei-lhe. E disse-lhe que as meninas que comiam muitos doces e não escovavam os dentes ficavam assim. Ela ficou estática a olhar para o ecrã. E nesse mesmo momento tirou a pastilha da boca, deu-ma, e correu para a casa-de-banho para escovar os dentes. Sem birras. Sem discussões. Sem problemas. Não é pedagógico, mas resulta.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Sabem qual é a melhor parte da moderação de comentários? Deixar os anónimos mal intencionados à porta!
Estava a almoçar com três amigas quando chegou a senhora com os pratos. Fui a primeira a ser servida. "As grávidas primeiro", disse ela.
Mais um caso de menina que engravida para agarrar menino. Mas será que as meninas ainda não entenderam que assim não resulta. NÃO R-E-S-U-L-T-A. Os filhos NÃO aproximam os casais. Os filhos provocam, isso sim, muita discórdia e afastamento. E só depois de aprendermos a lidar com isso e, posteriormente a ultrapassá-lo, é que as coisas voltam ao normal. Mas isso leva tempo. E se a relação não estiver no seu melhor então bye-bye. Ninguém aguenta. E depois ficamos sozinhas. Agarradas ao nosso bebé e sem o homem que efectivamente queríamos prender.

Não se pode ter um filho só porque sim. Só porque nos apetece. Só porque toda a gente já tem e nós queremos ir na onda. Ter um filho é do melhor que há. É verdade. Ter um filho preenche-nos de formas que jamais imaginámos. Torna-nos melhores pessoas e faz-nos pensar sempre em alguém antes de nós. Isso é tudo verdade.E muito bonito. Mas não é assim tão simples. É que o nascimento de um filho faz-nos virar completamente a boneca. Ficamos possuídas por um qualquer poder superior e perdemos um bocadinho o discernimento. O sentimento que nos assalta quando somos mães, é de tal forma avassalador que acabamos por muitas vezes nos olharmos ao espelho e não reconhecermos quem está do outro lado. Preferimos mil vezes estar a mudar uma fralda carregada de cocó imundo a estar aos beijos com o nosso brilhosinhos na cama. É estranho, mas é verdade. E isto tudo leva um bocadinho a passar. A poeira leva uns meses a assentar. E só depois é que recomeçamos de novo a ser um casal.

Ora se a nossa relação não estiver assim pr'ó cor-de-rosa a coisa dificilmente resulta. Porque se já está mal quando ainda estamos na plenitude da nossa sanidade, depois então bem que podemos começar a preparar as malinhas do nosso brilhosinhos.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Será que eu sou a única pessoa à face da terra que não saca filmes e séries da internet? E que nem sequer sabe fazê-lo? Será que eu sou a única parvinha que gosta de dar dinheiro a ganhar aos estúdios, e a fazê-lo com um sorriso no rosto? Mas não faz mal. Eu gosto de olhar para o armário e saber que está ali uma relíquia. As quatro séries da Anatomia, as seis de O Sexo e a Cidade, a caixa dos Padrinhos, a saga Star Wars, e tantas, tantas mais. E gosto de pegar nelas, e ver as capas, e os selos. Mesmo que me tenha custado os olhos da cara. Mesmo que gaste cem vezes mais que os outros que descarregam tudo na net.

E agora vocês dizem: "mas eu também saco as capas da net e fica igualzinho." Pois. Mas para mim é diferente. Até posso matar o vício e ver primeiro a versão net, como espero que aconteça com a sexta série da Anatomia de Grey, mas a seguir lá vou eu à Fnac comprar os originaizinhos. Gosto daquilo. Podia dar-me para outra coisa.
Kidzânia. Ora aí está uma boa ideia. Um projecto bem conseguido, bem elaborado e bem posto em prática. Ontem de manhã era a segunda da fila para comprar os bilhetes. E valeu cada cêntimo. Estive por lá até quase me expulsarem e as minhas filhas vinham extasiadas. Divertiram-se, divertiram-se, e divertiram-se. E eu corri, corri, corri.

Às dez e meia da noite estava deitada na cama como se me tivessem cortado os pulsos. Sem pinga de sangue. Sem pinga de energia para mais nada. É assim. Hoje é um novo dia e estou outra vez como nova. E as minhas baby's com mais uma para contar.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Já tinha dito aqui que adoro ir a casamentos. E adoro mesmo. Mas ir ao casamento de alguém que amamos muito tem um sentido diferente. Tenho quatro irmãos. Todos eles são independentes e já saíram da casa dos papás. Mas nunca vi nenhum irmão a casar. Eu sou a irmã mais velha e fui a primeira a casar. Depois disso parece que todos os outros ganharam medo e fogem do altar com a mesma rapidez que um curdo corre para as montanhas. O mais perto que algum deles esteve de um padre e Jesus Cristo, foi quando me levou ao altar. Depois disso nada. Nem uma pequena réstia de esperança que algum deles iria dar o nó numa igreja. Eu já estava resignada a essa infelicidade. Até que de repente vem o anúncio. E o anel. E a igreja. Fiquei tão feliz que me vieram as lágrimas aos olhos. E sei que quando eu e o meu irmão nos abraçámos ele sentiu o que me ia no coração. E eu senti o que ia no dele.

Refeita da novidade, eis que no dia seguinte sou surpreendida pela decisão. Afinal também iria ser a madrinha. Ora estar no altar com noivos daquela qualidade é uma responsabilidade acrescida. A fasquia está elevadíssima e eu não sei se estarei à altura. Posso não o estar em estilo. O meu vestido pode não ser o mais bonito da festa e concerteza não serei a mais magra. Mas uma coisa eu tenho a certeza. Não vai haver ninguém naquela igreja, à excepção dos noivos, que estará mais feliz do que eu.
Já está marcado. Suítes Alba Resort & SPA foi o local eleito para o relaxe de Novembro. Vão ser quatro dias virados para o mar, oito massagens, massagens a dois, banhos Relax Music (seja lá o que isto for), salas de descanso com colchões aquecidos, duches sensações (seja lá o que for também) e comida com fartura (eu prometo que depois do Natal me começo a preparar para o casório).

Até lá ainda tenho muuuuuuuuuuuuuuuuiiiiito que fazer. Mas vou sonhando, o que, nos tempos que correm, já não é nada mau. Ah, e até pode ser que veja o Figo por lá. Se vir, mando cumprimentos.
Pronto. Parem lá de espetar agulhas na minha bonequinha. O voodoo já resultou. Ontem tive um furo (cuja substituição de pneu me valeu quase 450 euros a menos na conta bancária, que agora ainda ficou mais sozinha) e esta noite partiram o vidro do carro. Já chega. Ou ainda resta um bocadinho de invejinhas por aí. hummm!

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Querido Deus verde

Multiplica-te em milhões e salta para a minha conta bancária que é tão linda e já tem tantos aninhos de solidão.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Visto que estou a chegar a um estado avançado de demência, tal como o meu respectivo brilhozinhos, decidimos que a primeira semana de Novembro será dedicada a nós. Pela terceira vez, desde que nos aventurámos na magia da paternidade, já lá vão quase sete anos, vamos deixar as crianças para trás e retirarmo-nos para um local onde a prioridade seja massajarem-nos a alma e o corpo, ver dvd's em catadupa, beber vinho de qualidade suprema, e fazer sexo desenfreado sem medo de interrupções.

Ainda não decidimos para onde vamos. Mas a avaliar pelas nossas necessidades, qualquer local debaixo de uma ponte será bem vindo. É preciso é que não haja despertadores, trânsito, e crianças a fazerem-nos lembrar as nossas, para não ficarmos nostálgicos e com pena de não as termos perto de nós.

Porque um casalinho tem de se escapar de vez em quando. Porque às vezes é bom sentirmos que ainda estamos juntos por nós. E não pelas crianças.
Hoje estou assim. Como o tempo. Cinzentinha que dá dó.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Então é assim. Hoje é daqueles dias em que me apetece deitar as minhas filhas pela janela. Ou torcer-lhes o pipo. Ou amordaçá-las e fechá-las na despensa. Ou dar-lhes um valium e só voltar a falar com elas amanhã de manhã.

Não param de gritar. De correr. Já riscaram as pernas, os braços, e o uniforme do colégio. Já alagaram a casa-de-banho. A mais velha já pregou uma rasteira à mais nova, que acabou por se estatelar no chão. A mais nova já puxou os cabelos à mais velha até lhe virem as lágrimas aos olhos. Abriram o o frigorífico e ao puxarem um iogurte veio tudo atrás e entornaram um pacote de leite, partiram a embalagem de ketchup (que entretanto se espalhou pelo chão e pelas paredes), e rebentaram ainda com dois copos de iogurte. E agora a mais pequena subiu pela estante acima e acabou de revirar dois boiões de tinta por cima dela.

Posto isto, e uma vez que agora ainda só são oito e vinte e quatro da noite e que só estou com elas há três horas, estou seriamente a pensar em suicídio.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Que os U2 são uns bons artistas já a brilhozilhos sabia. Já os vi em 1993 na Zooropa Tour e em 1997 na Popmart Tour. Dois grandes concertos, dois grandes espectáculos. Inesquecíveis. Lembro-me de ter ido comprar os bilhetes com o meu ex-namorado, numa calma tarde de fim-de-semana. Sem filas, histerias ou grandes cansaços.

No grande dia lembro-me de ter ido cedo para Alvalade porque já esperava uma avalanche de pessoas. E não me enganei. Das duas vezes. Porque os U2 são uns bons artistas e há muita gente a gostar deles.

Talvez por isso agora tenha alguma dificuldade em entender esta loucura vs estupidez das pessoas em acamparem à porta das fnacs e abeps deste país. Ontem de manhã já havia pessoas a marcar lugar.

Eu sei que os U2 são uns bons artistas. E que dão bons concertos. Bons espectáculos. Mas será que os U2 merecem que eu fique a dormir ao relento? Será que os U2 merecem que eu permaneça horas infindáveis a fazer refresh no computador à espera que os bilhetes fiquem disponíveis? E será que merecem que eu permaneça de pé durante incontáveis minutos sem ter a certeza que no final sairei da bilheteira com o meu passaporte carimbado. Nãããããã... Valeu-me 1993 e 1997.

domingo, 18 de Outubro de 2009

Hoje foi um bom dia. Veio o resultado do zaragatoa da minha filha. Deu negativo. De noite houve festa de aniversário e anuncio de casamento. O meu mano, que me levou ao altar há dez anos atrás, está noivo. Ainda não vi o filme do pedido, mas vi o anel. E, ao que parece a coisa teve direito lágrimas e tudo. Estou feliz pelos dois. Parecem ter encontrado um no outro aquilo que procuravam. Aquilo que todos desejamos mas nem sempre encontramos. Sei que ele merecia. E aposto que ela também. E vou ganhar uma nova mana. Que, tirando a parte de não ter barriga e ter umas pernas fantásticas, me agrada bastante.

A melhor parte de tudo é que o casório é só para o ano e assim tenho tempo para caber no vestido. Espero eu. Felicidades para os noivos.
Já passaram quase 48 horas e ninguém me liga a dar os resultados do zaragatoa. Entretanto a minha filha continua a fazer febre, mas menos e mais espaçada, e sintomas de gripe, como as ranhocas, a especturação, a tosse ou os espirros, nem vê-los. O pior é que a mais pequenina, apesar de ter sido logo enviada para casa da avó, também já está com 38º de temperatura e por isso regressou ao ninho.

Acho impressionante que ninguém me diga nada acerca da recolha. Se até amanhã às onze horas não derem sinal, então é porque a rapariga tem apenas uma virose e tudo não passou de um pequeno susto. E a pequenina vai atrás. Mas podiam dizer qualquer coisa. Está uma pessoa aqui com o coração nas mãos.

sábado, 17 de Outubro de 2009

Nicolas Sarkozy quer avançar com uma proposta de lei que obriga à castração química dos condenados por abusos sexuais. Acho bem. Está mais que provado que um pedófilo será para sempre um pedófilo. Quanto aos outros, os que violaram meninas e meninos por prazer ou diversão, pensassem nisso mais cedo. Se a proposta de lei for aprovada, as pilinhas dos condenados serão apenas um acessório inútil. Bem feito.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

A gripe A bateu-me à porta. Acabei de chegar com a minha filha do médico e estou à espera dos resultados que, segundo a médica, estão mais que evidentes. Até lá, é entupi-la com medicamentos para a febre e esperar pelo melhor.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Sabem o que é que devia ser totalmente proibido em qualquer canto do mundo? Sabem? Se não sabem, eu digo. Devia ser proibido a Fox Life emitir o último episódio da 5ª série da Anatomia de Grey quando ainda nem sequer comprou a 6ª. E agora como é que vai ser? Vou ter que dedicar os meus serões ao álcool e à droga? Para esquecer que ainda não há uma data definida para o McDreamy e companhia voltarem? Vá. Agora que fizeram a asneira, façam o favor de a desfazer. A minha sanidade mental já anda demasiado comprometida para ter que enfrentar mais este drama na minha vida.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Faz duas semanas que estive a ver um catálogo de vestidos de noiva. Alguns lindos de morrer, outros feios de fugir. Mas todos com a mesma magia. A magia do nosso dia. A magia de um conto de fadas em que nós somos a protagonista de um dia que se quer perfeito.

Eu adorei o dia do meu casamento. Senti-me uma princesa. Acho que o meu vestido era lindo, o penteado estava perfeito, e a música como se queria. Só tinha era convidados a mais. Mas nem isso afastou o sorriso dos meus lábios. Acredito que a instituição casamento diga muito a uns e nada a outros. Acredito e respeito. Mas penso que quando decidimos passar o resto da nossa vida com alguém, é importante assinalar essa data. Com padre, sem padre, com notário, ou sem ele. É bom comemorarmos a nossa decisão e partilhá-la com os que amamos. E também é uma forma de mostrarmos ao mundo que estamos apaixonados, de bem com a vida e cheios de fé no futuro. Vamos apresentar ao mundo a pessoa que escolhemos para connosco palmilhar o caminho tortuoso da vida. Mesmo que uns meses depois a coisa tenha acabado, o que é certo é que no momento em que o fizemos acreditávamos no que estávamos a fazer. E eu sou uma credora do amor. Acredito que a porta do coração nunca está fechada e todos temos o direito de procurar ser felizes. E quando essa busca termina então é porque estamos mais cheios. Mais cheios de tudo.

Penso que deve ser por tudo isto que adoro ir a casamentos. Adoro testemunhar a felicidade dos noivos. Os planos para o futuro, a certeza de que com eles tudo será diferente do que contam. Só uma vez na minha vida me intrometi no casamento de alguém. E não foi bem no casamento, pois a minha amiga ainda estava a caminho do notário quando lhe disse que não devia casar porque não estava apaixonada pelo noivo. Mas ela casou. E, claro está, já está separada. Mas também ela não parou a busca da felicidade. E hoje irradia alegria por todo o lado. E está de casamento quase marcado. Mas desta vez eu aposto que vai dar certo. Porque ela está apaixonada pelo noivo e ele está apaixonado por ela. E vão partilhar esse dia connosco. Porque nos bons momentos também é bom estarmos rodeados por aqueles que amamos. E agora fiquei com vontade de me casar outra vez.
Ok, burro que nem uma porta e gorda que nem uma porca. Estão a ver como a minha sanidade mental está a ficar seriamente comprometida!