terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
E pronto, dou uma voltinha pelo shopping para comprar dois fatitos de Carnaval para as minhas piquenas e está tudo cheio de corações e coisas do Valentine's Day. E tudo mais do mesmo. Tenho cá para mim que vou falar com o meu brilhozinhos e vamos nós próprios criar o nosso dia dos namorados. É que um Valentim a 14, um irmão a fazer aninhos a 16, e a filhota a 20 é coisa a mais (isto para não falar do Carnaval, das festas non-stop de aniversário para as quais as minhas filhas são convidadas e da própria festa da minha baby). Haja carteira.
E já agora onde andam as senhoras que no meu tempo alugavam fatinhos de Carnaval? Não me lembro de nem um fato de Carnaval que os meus pais me tenham comprado. Era tudo alugado ao dia. E já ía com muita sorte!
E já agora onde andam as senhoras que no meu tempo alugavam fatinhos de Carnaval? Não me lembro de nem um fato de Carnaval que os meus pais me tenham comprado. Era tudo alugado ao dia. E já ía com muita sorte!
Ouvi agora o nosso primeiro ministro dizer que acha uma vergonha e uma falta de privacidade a publicação na imprensa das escutas telefónicas. Cá para mim isto não é justificação para nada. Uma vergonha é o conteúdo das escutas telefónicas. Com isso é que ele se devia preocupar.
J: Mamã, o que é uma betisa?
Eu: Uma quê?!
J: Uma betisa. A Carlota lá do colégio disse que eu era umas betisa porque usava roupa de marca. E o que é roupa de marca?
Eu: Filha, ela não disse antes betinha?
J: Ah, sim. Foi isso. E o que é isso?
Eu: Uma betinha?! Bem, uma betinha é uma menina que anda bem arranjadinha, limpinha..
J: (Interrompeu-me) Não, não. A Carlota disse que eu era uma betinha porque usava roupas de marca.
Eu: Ó filha, como é que a Carlota pode dizer isso se vocês no colégio andam todas de uniforme? A tua roupa é igual à dela.
J: Por causa dos meus sapatos. Ela disse que são Tim-não-sei-quê e que por isso eu era betinha. Mas o que são roupas e sapatos de marca?
Eu: Olha filha, roupas e sapatos de marca são roupas e sapatos normais. A marca não interessa para nada. Desde que sejam quentinhos e que nós gostemos deles... Só que existem algumas lojas que fabricam as suas próprias roupas e por isso essas roupas têm uma etiqueta com o nome da loja, ou seja, a marca da loja. E isso são as roupas de marca.
J: E os meus sapatos são de marca?
Eu: São. Mas eu só vos compro os sapatos nessa loja porque eles duram mais tempo, têm mais qualidade, e assim eu não preciso de vos andar sempre a comprar sapatos. É um bocadinho mais caro mas depois compensa-me porque não preciso de andar sempre a comprar. Mas olha, as roupas e os sapatos de marca não interessam para nada. Tu não és melhor pessoa porque tens esses sapatos ou aquela roupa. O que interessa é o teu coração, o tipo de pessoa que és.
J: Pois é. Eu não percebo nada disso. Eu quero lá saber onde é que compras as minhas roupas. E nem sei como é que a Carlota reparou na marca dos meus sapatos. Aquilo mal se vê. Ela é mesmo parva.
Ontem à noite a minha filha mais velha veio-me com esta conversa. E eu fiquei contente por ela ainda estar tão alheada da sociedade consumista em que vivemos. Bem sei que isto pode não durar muito mais, mas, por enquanto, fico feliz por ela se distinguir assim de algumas colegas. Viver de aparências e dar demasiada importância à etiqueta ou à roupa que os nossos filhos vestem parece-me too much. Para nós. E parece-me a lição errada para eles.
Com tudo isto não quero dizer que nós não gostemos que os nossos filhos andem bem vestidos ou que não lhes compremos roupa de marca. Eu gosto imenso da Zippy e tanto compro lá, como na Metro Kids, Lanidor, Timberland ou H&M. Tanto me faz. Desde que goste. Mas fazer da etiqueta uma questão de honra. Não. Não mesmo.
Eu: Uma quê?!
J: Uma betisa. A Carlota lá do colégio disse que eu era umas betisa porque usava roupa de marca. E o que é roupa de marca?
Eu: Filha, ela não disse antes betinha?
J: Ah, sim. Foi isso. E o que é isso?
Eu: Uma betinha?! Bem, uma betinha é uma menina que anda bem arranjadinha, limpinha..
J: (Interrompeu-me) Não, não. A Carlota disse que eu era uma betinha porque usava roupas de marca.
Eu: Ó filha, como é que a Carlota pode dizer isso se vocês no colégio andam todas de uniforme? A tua roupa é igual à dela.
J: Por causa dos meus sapatos. Ela disse que são Tim-não-sei-quê e que por isso eu era betinha. Mas o que são roupas e sapatos de marca?
Eu: Olha filha, roupas e sapatos de marca são roupas e sapatos normais. A marca não interessa para nada. Desde que sejam quentinhos e que nós gostemos deles... Só que existem algumas lojas que fabricam as suas próprias roupas e por isso essas roupas têm uma etiqueta com o nome da loja, ou seja, a marca da loja. E isso são as roupas de marca.
J: E os meus sapatos são de marca?
Eu: São. Mas eu só vos compro os sapatos nessa loja porque eles duram mais tempo, têm mais qualidade, e assim eu não preciso de vos andar sempre a comprar sapatos. É um bocadinho mais caro mas depois compensa-me porque não preciso de andar sempre a comprar. Mas olha, as roupas e os sapatos de marca não interessam para nada. Tu não és melhor pessoa porque tens esses sapatos ou aquela roupa. O que interessa é o teu coração, o tipo de pessoa que és.
J: Pois é. Eu não percebo nada disso. Eu quero lá saber onde é que compras as minhas roupas. E nem sei como é que a Carlota reparou na marca dos meus sapatos. Aquilo mal se vê. Ela é mesmo parva.
Ontem à noite a minha filha mais velha veio-me com esta conversa. E eu fiquei contente por ela ainda estar tão alheada da sociedade consumista em que vivemos. Bem sei que isto pode não durar muito mais, mas, por enquanto, fico feliz por ela se distinguir assim de algumas colegas. Viver de aparências e dar demasiada importância à etiqueta ou à roupa que os nossos filhos vestem parece-me too much. Para nós. E parece-me a lição errada para eles.
Com tudo isto não quero dizer que nós não gostemos que os nossos filhos andem bem vestidos ou que não lhes compremos roupa de marca. Eu gosto imenso da Zippy e tanto compro lá, como na Metro Kids, Lanidor, Timberland ou H&M. Tanto me faz. Desde que goste. Mas fazer da etiqueta uma questão de honra. Não. Não mesmo.
segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
A amizade é, sem sombra de dúvida, uma das coisas que mais prezo nesta vida. Gosto dos meus amigos como se fossem minha família. Gosto de sorrir com eles e sofro mesmo quando os vejo sofrer. Porque eles são meus amigos e eu sou assim. Se há quatro anos me dissessem que dentro em breve o meu coração seria conquistado por mais meia duzia de pessoas talvez tivesse duvidado. As minhas amigas eram as mesmas desde a adolescência e eu acharia pouco provável que conseguisse partilhar com mais alguém aquilo que partilhava com elas. Mas enganei-me. Através de uma dessas minhas amigas conheci outra. A A.
Quando vi a A. pela primeira vez disse-lhe apenas olá. Não a conhecia de lado nenhum. Apenas sabia que tinha casado havia pouco tempo com o Z.M. e que era do Estoril. Passou-se algum tempo até a rever. E em retrospectiva não me consigo lembrar quando é que me tornei intíma dela. Mas aconteceu. Hoje adoro a A. e ela até uma das madrinhas das minhas filhas. Depois, através da A. conhecia a A.T.
Conheci a A.T. numa noite de passagem de ano. Não lhe liguei grande coisa porque estávamos em casa da A. e estava lá uma montanha de gente. Em conversa com uma antiga colega de escola, nessa mesma noite, acabámos a falar dos tempos da Secundária eu perguntei a essa antiga colega de escola como estava o irmão dela. Começámos a falar acerca dele e só depois percebi que o tal rapaz tinha sido casado com a A.T. e ela ainda sofria com o divórcio. A A.T. afastou-se discretamente e foi soltar lágrimas para o piso de baixo. Eu fui atrás e pedi-lhe desculpa pela conversa. Afinal de contas eu não fazia a mínima ideia que ela tinha sido casada com ele. A partir daí começámos a conversar e, nas primeiras horas do ano ganhei uma nova amiga. Hoje também a adoro e sofro quando ela sofre e rio quando ela sorri.
Novamente através da A., e num almoço de Verão conheci a M., o M. e a S. Como passámos logo um dia inteiro juntos, e éramos poucos, conseguimos conversar e fiquei a conhecê-los um pouquinho. Depois desse almoço veio outro, e mais outro, jantares e mais jantares, e acabámos por criar alguma cumplicidade. Todos gostamos de conversar, de palhaçar, de rir, dançar, falar de coisas sérias e outras tão patéticas que mais parecem conversas de putos de 15 anos. Mas eu também gosto deles. E este fim-de-semana a M. e o M. convidaram-nos para jantar lá em casa. A M., o M., têm uma cadela, a M. Achei engraçado todos os habitantes daquele apartamento terem nomes começados por M. E o jantar correu lindamente. Tão lindamente que só saímos de lá arrancados à força porque já eram umas cinco da manhã.
E agora perguntam-me vocês o que é que um bando de trintões faz dentro de casa até às cinco da manhã... Pois bem, este grupo de trintões esteve a jogar Guitar Hero (ou será Hero Guitar) e Buzz. Non stop. Ainda tirei umas fotos e achei fantásticos os rostos de todos. Tão compenetrados, tão divertidos, tão cumplices. É que eu lembro-me de quando era miúda, achar que as pessoas de trinta anos deviam passar as noites a falar de política e de coisas que para mim eram uma seca. Mas agora vejo que não. Os trintões divertem-se seguramente mais que os vintões. Porque já não têm que dar satisfações a ninguém, porque já têm uma estabilidade financeira diferente, e porque quando se juntam é porque gostam mesmo de estar juntos. Não existem interesses secundários ou terciários nesses convívios. Está-se ali porque se quer. Está-se ali porque se gosta. E eu também já adoro a M., o M., e a S.
Ainda bem que a vida me tem trazido estas surpresas. Porque o meu coração assim fica mais cheio. Porque sei que não estou sozinha. E deve ser muito triste estar-se sozinho.
Quando vi a A. pela primeira vez disse-lhe apenas olá. Não a conhecia de lado nenhum. Apenas sabia que tinha casado havia pouco tempo com o Z.M. e que era do Estoril. Passou-se algum tempo até a rever. E em retrospectiva não me consigo lembrar quando é que me tornei intíma dela. Mas aconteceu. Hoje adoro a A. e ela até uma das madrinhas das minhas filhas. Depois, através da A. conhecia a A.T.
Conheci a A.T. numa noite de passagem de ano. Não lhe liguei grande coisa porque estávamos em casa da A. e estava lá uma montanha de gente. Em conversa com uma antiga colega de escola, nessa mesma noite, acabámos a falar dos tempos da Secundária eu perguntei a essa antiga colega de escola como estava o irmão dela. Começámos a falar acerca dele e só depois percebi que o tal rapaz tinha sido casado com a A.T. e ela ainda sofria com o divórcio. A A.T. afastou-se discretamente e foi soltar lágrimas para o piso de baixo. Eu fui atrás e pedi-lhe desculpa pela conversa. Afinal de contas eu não fazia a mínima ideia que ela tinha sido casada com ele. A partir daí começámos a conversar e, nas primeiras horas do ano ganhei uma nova amiga. Hoje também a adoro e sofro quando ela sofre e rio quando ela sorri.
Novamente através da A., e num almoço de Verão conheci a M., o M. e a S. Como passámos logo um dia inteiro juntos, e éramos poucos, conseguimos conversar e fiquei a conhecê-los um pouquinho. Depois desse almoço veio outro, e mais outro, jantares e mais jantares, e acabámos por criar alguma cumplicidade. Todos gostamos de conversar, de palhaçar, de rir, dançar, falar de coisas sérias e outras tão patéticas que mais parecem conversas de putos de 15 anos. Mas eu também gosto deles. E este fim-de-semana a M. e o M. convidaram-nos para jantar lá em casa. A M., o M., têm uma cadela, a M. Achei engraçado todos os habitantes daquele apartamento terem nomes começados por M. E o jantar correu lindamente. Tão lindamente que só saímos de lá arrancados à força porque já eram umas cinco da manhã.
E agora perguntam-me vocês o que é que um bando de trintões faz dentro de casa até às cinco da manhã... Pois bem, este grupo de trintões esteve a jogar Guitar Hero (ou será Hero Guitar) e Buzz. Non stop. Ainda tirei umas fotos e achei fantásticos os rostos de todos. Tão compenetrados, tão divertidos, tão cumplices. É que eu lembro-me de quando era miúda, achar que as pessoas de trinta anos deviam passar as noites a falar de política e de coisas que para mim eram uma seca. Mas agora vejo que não. Os trintões divertem-se seguramente mais que os vintões. Porque já não têm que dar satisfações a ninguém, porque já têm uma estabilidade financeira diferente, e porque quando se juntam é porque gostam mesmo de estar juntos. Não existem interesses secundários ou terciários nesses convívios. Está-se ali porque se quer. Está-se ali porque se gosta. E eu também já adoro a M., o M., e a S.
Ainda bem que a vida me tem trazido estas surpresas. Porque o meu coração assim fica mais cheio. Porque sei que não estou sozinha. E deve ser muito triste estar-se sozinho.
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Caro senhor Primeiro-Ministro,
Eu sei que o senhor tem bom aspecto. Corre maratonas, tem cabelinho grisalho, veste-se bem e até é engenheiro.
Só que o povo está cada vez com menos dinheiro, a classe alta está cada vez mais alta e a média já só se vê com uns binóculos daqueles bem potentes. E agora, depois de TODOS ficarmos a saber que já nem temos direito à liberdade de imprensa talvez fosse hora de o senhor apresentar aquele documento que diz pedido de demissão. É absolutamente vergonhoso o que se passa nas nossas costas. Dissemos adeus ao 25 de Abril e quase que voltámos aos tempos de Salazar e da Pide. Depois admiram-se que venha por aí outro movimento tipo FP'S. Vá lá, faça um favor a si mesmo, e a todos nós, já agora, e volte para a sua vidinha de engenheiro. Garanto-lhe que não lhe trará tantos dissabores e vergonhas publicas como esta.
Cumprimentos
Brilhozinhos
Eu sei que o senhor tem bom aspecto. Corre maratonas, tem cabelinho grisalho, veste-se bem e até é engenheiro.
Só que o povo está cada vez com menos dinheiro, a classe alta está cada vez mais alta e a média já só se vê com uns binóculos daqueles bem potentes. E agora, depois de TODOS ficarmos a saber que já nem temos direito à liberdade de imprensa talvez fosse hora de o senhor apresentar aquele documento que diz pedido de demissão. É absolutamente vergonhoso o que se passa nas nossas costas. Dissemos adeus ao 25 de Abril e quase que voltámos aos tempos de Salazar e da Pide. Depois admiram-se que venha por aí outro movimento tipo FP'S. Vá lá, faça um favor a si mesmo, e a todos nós, já agora, e volte para a sua vidinha de engenheiro. Garanto-lhe que não lhe trará tantos dissabores e vergonhas publicas como esta.
Cumprimentos
Brilhozinhos
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Então querem saber o que tenho feito para perder estes quilinhos? Pois bem, brilhosinhos do meu coração, fiquem sabendo que o que tenho feito é sofrido. Sofrido muito. Deixei completamente os refrigerantes com gás, de manhã bebo leite magro com uma torrada, a meio da manhã bebo um iogurte líquido ou como uma peça de fruta, depois almoço normalmente carnes brancas ou peixe magro grelhado com legumes e salada, e sopa, a meio da tarde como mais uma peça de fruta e um iogurte, e ao fim da tarde a mesma coisa. O jantar é igual ao almoço. Além disso tenho que beber um litro e meio de água por dia. E sim, estou a ser seguida. E a médica é tão querida que me diz sempre que se eu quiser ela não me diz quanto é que eu peso.
Quanto à pergunta se estou enorme ou não, a questão não é nem essa. A questão é que desde que fui mãe pela primeira vez, faz agora sete anos, nunca recuperei do imenso peso que ganhei. Andei tipo iô-iô. E tinha a noção disso. Mas quando percebi que já não me deixava fotografar por ninguém porque não me reconhecia nas fotos achei que estava na hora de fazer qualquer coisa. E sim, os 21 quilos é mesmo o peso ideal. Lá diz o adágio "nunca se é magro nem rico demais"... lol. O ideal mesmo era perder estes quilos todos e ganhar os 100 milhões do euromilhões desta semana. Dream on girl...
Quanto à pergunta se estou enorme ou não, a questão não é nem essa. A questão é que desde que fui mãe pela primeira vez, faz agora sete anos, nunca recuperei do imenso peso que ganhei. Andei tipo iô-iô. E tinha a noção disso. Mas quando percebi que já não me deixava fotografar por ninguém porque não me reconhecia nas fotos achei que estava na hora de fazer qualquer coisa. E sim, os 21 quilos é mesmo o peso ideal. Lá diz o adágio "nunca se é magro nem rico demais"... lol. O ideal mesmo era perder estes quilos todos e ganhar os 100 milhões do euromilhões desta semana. Dream on girl...
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Ontem lá ganhei coragem e voltei à balança. E já se foram q-u-a-t-r-o quilinhos à vidinha deles. A dieta continua e eu estou mais decidida que nunca. Estou mesmo farta de estar gorda. Já só faltam 21!!!
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Estou desesperada. Ando tão, mas tão atarefada, que a minha filha faz anos no dia 20 e todos os meus locais de eleição estão cheios para esse dia. Alguém sabe de alguma quintinha ou espaço para alugar para festas na zona de Setúbal (Azeitão e Palmela também dá)? Heeeeeeeeeeeeeeeeelp!
segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Este fim-de-semana foi dedicado à invicta. Cheguei logo na sexta à tarde e por lá permaneci até domingo à noite. E eu gosto tanto do Porto. E de Gaia. E daquilo tudo. Se o sol espreitasse mais vezes seria perfeito. Mas não. A chuvinha esteve quase sempre a dar sinal de si e eu andei assim meio que abrigada em casa de amigos. Daqueles amigos bons. Daqueles que nós gostamos tanto mas tanto que mais parecem família.
E se há coisa que posso afirmar é que este fim-de-semana meteu de tudo. Facadas a montes na dieta, acidente de carro, visitas ao italiano, rissóis de leitão, passeios no shopping (onde não comprei nada. N-A-D-I-N-H-A. Zero. Z-E-R-I-N-H-O. E vim de lá cheia de botas e vestidos entalados na garganta) e até aprendi uma coisa nova. Pois vocês sabem o que é um fogão de sala? Sabem? Pois se não sabem, ficam a saber. Um fogão de sala é, nada mais, nada menos, que uma simples lareira. Daquelas que temos na sala para nos aquecer e onde nunca pusemos uma panela! Mas lá no Porto eles devem cozinhar na sala, onde está o fogão... mas a vida é mesmo assim, e p'rá próxima, quando ouvir alguém dizer cuidado com o fogão de sala, já não me ponho a espreitar para todos os cantos a tentar perceber do que raio estão a falar.
Depois cometi a heresia de dizer mal do FCP numa farmácia. Mas fui logo avisada: "É melhor não dizerem essas coisas aqui, que pode ser perigoso." O meu receio não é que a população ouça. Mas nunca se sabe onde é que o senhor Pinto da Costa tem as suas escutas e, isso sim, pode ser perigoso. Nunca se sabe se as farmácias de Arcozelo não têm escutas espalhadas por todo o lado. Brincadeirinha Pintinho da Costa. Não me venhas com providências cautelares, eu acredito que és um homem íntegro e cheio de honestidade no mundo futebolístico, no mundo dos negócios, e no mundo do alterne. ÓH que disparate, não era alterne que eu queria dizer. A bem dizer fico-me pelos negócios.
O pior mesmo destas escapadinhas ao Porto é a durabilidade da coisa. Por muito que seja, sabe sempre a pouco. Os nossos amigos de lá, que também são as únicas pessoas no mundo que têm paciência para me aturar a mim, ao meu brilhozinhos e as minhas duas brilhozinhas durante 15 dias inteiros de férias sem nunca sequer discutirmos ou nos chatearmos, fazem parte da nossa vida há menos de dois anos mas já passaram tanto tempo tempo connosco que parece que nos conhecemos desde sempre. Aliás, até há quem diga que só se conhecem verdadeiramente as pessoas depois de se passar férias com elas. E desde que nos conhecemos que não passamos férias separados. E este ano estamos a rezar para conseguir fazer o mesmo. Esperemos que sim.
Eu agora ficava p'raqui a debitar e a debitar, mas estou a ter um dia daqueles. Em que a cabeça está a latejar já lá vão umas três horas e não vejo a hora do fim-de-semana. Olha, merda, que acabei de saber que também vou trabalhar no fim-de-semana. Vida de caca.
E se há coisa que posso afirmar é que este fim-de-semana meteu de tudo. Facadas a montes na dieta, acidente de carro, visitas ao italiano, rissóis de leitão, passeios no shopping (onde não comprei nada. N-A-D-I-N-H-A. Zero. Z-E-R-I-N-H-O. E vim de lá cheia de botas e vestidos entalados na garganta) e até aprendi uma coisa nova. Pois vocês sabem o que é um fogão de sala? Sabem? Pois se não sabem, ficam a saber. Um fogão de sala é, nada mais, nada menos, que uma simples lareira. Daquelas que temos na sala para nos aquecer e onde nunca pusemos uma panela! Mas lá no Porto eles devem cozinhar na sala, onde está o fogão... mas a vida é mesmo assim, e p'rá próxima, quando ouvir alguém dizer cuidado com o fogão de sala, já não me ponho a espreitar para todos os cantos a tentar perceber do que raio estão a falar.
Depois cometi a heresia de dizer mal do FCP numa farmácia. Mas fui logo avisada: "É melhor não dizerem essas coisas aqui, que pode ser perigoso." O meu receio não é que a população ouça. Mas nunca se sabe onde é que o senhor Pinto da Costa tem as suas escutas e, isso sim, pode ser perigoso. Nunca se sabe se as farmácias de Arcozelo não têm escutas espalhadas por todo o lado. Brincadeirinha Pintinho da Costa. Não me venhas com providências cautelares, eu acredito que és um homem íntegro e cheio de honestidade no mundo futebolístico, no mundo dos negócios, e no mundo do alterne. ÓH que disparate, não era alterne que eu queria dizer. A bem dizer fico-me pelos negócios.
O pior mesmo destas escapadinhas ao Porto é a durabilidade da coisa. Por muito que seja, sabe sempre a pouco. Os nossos amigos de lá, que também são as únicas pessoas no mundo que têm paciência para me aturar a mim, ao meu brilhozinhos e as minhas duas brilhozinhas durante 15 dias inteiros de férias sem nunca sequer discutirmos ou nos chatearmos, fazem parte da nossa vida há menos de dois anos mas já passaram tanto tempo tempo connosco que parece que nos conhecemos desde sempre. Aliás, até há quem diga que só se conhecem verdadeiramente as pessoas depois de se passar férias com elas. E desde que nos conhecemos que não passamos férias separados. E este ano estamos a rezar para conseguir fazer o mesmo. Esperemos que sim.
Eu agora ficava p'raqui a debitar e a debitar, mas estou a ter um dia daqueles. Em que a cabeça está a latejar já lá vão umas três horas e não vejo a hora do fim-de-semana. Olha, merda, que acabei de saber que também vou trabalhar no fim-de-semana. Vida de caca.
quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
A minha mãe adora mercados de ciganos. Adora nem é bem o termo certo. Ela ama, e não concebe a existência dela sem um mercadinho por explorar. Conhece-os a todos. Em Portugal e até na Europa. E tenho cá para mim que tudo o que é ciganada também a conhece a ela. A teoria dela até faz algum sentido. Se posso ter 100 malas diferentes (que é o que ela deve ter agora, visto ter oferecido grande parte do reportório à empregada) porque é que hei-de só ter uma ou duas com uma marca bem estampada para toda a gente ver. Pois, é verdade. E o que é certo é que algumas das malas dela até têm a tal marca ou simbolo bem evidente. E só um experiente à séria é que consegue vislumbrar as diferenças. Para mim é igual ao litro. Parecem-me todas iguais. E como ela só as usa uma vez por outra nunca se estragam.
E com os sapatos é a mesma coisa. Armários e armários cheios à fartazana. Botas de todas as alturas, cores e feitios. "Bem, hoje devias ter visto as botinhas que eles tinham lá. Tudo a 10 euros", dizia-me no domingo. E os modelitos não tinham nada de diferente dos muitos que vejos por aí na Proof, na Aldo, Zillian e afins. Eram mesmo muito parecidos. Só que com o dinheiro que eu gasto num par, ela compra 10. E depois fica muito ofendida quando eu não reparo nos seus novos acessórios ou quando lhe digo que os ciganos andam com coisas muito à frente e afinal estou a referir-me a algo que ela adquiriu numa loja caríssima. Já lhe expliquei que é impossivel para mim saber quais são as malas ou as botas novas que tem no pé, ou distinguir o que é da loja ou do mercadito porque, para mim, é sempre tudo novo e muito parecido devido à quantidade e variedade do objecto em questão.
Só que começo a achar que ela é que tem razão. Comprando umas coisas daqui e outras dali, nunca dá para ninguém saber se é martelado ou original.
E com os sapatos é a mesma coisa. Armários e armários cheios à fartazana. Botas de todas as alturas, cores e feitios. "Bem, hoje devias ter visto as botinhas que eles tinham lá. Tudo a 10 euros", dizia-me no domingo. E os modelitos não tinham nada de diferente dos muitos que vejos por aí na Proof, na Aldo, Zillian e afins. Eram mesmo muito parecidos. Só que com o dinheiro que eu gasto num par, ela compra 10. E depois fica muito ofendida quando eu não reparo nos seus novos acessórios ou quando lhe digo que os ciganos andam com coisas muito à frente e afinal estou a referir-me a algo que ela adquiriu numa loja caríssima. Já lhe expliquei que é impossivel para mim saber quais são as malas ou as botas novas que tem no pé, ou distinguir o que é da loja ou do mercadito porque, para mim, é sempre tudo novo e muito parecido devido à quantidade e variedade do objecto em questão.
Só que começo a achar que ela é que tem razão. Comprando umas coisas daqui e outras dali, nunca dá para ninguém saber se é martelado ou original.
terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Eu gostava tanto, mas tanto, mas tanto, de ser uma daquelas mulheres que religiosamente, e sempre antes de irem para a cama, lavam o rosto, tonificam-no, hidratam-no e ainda pôem o creme de contorno dos olhos.
Eu não sou assim. Lavo a cara todos os dias no banho, se me lembrar ( se não me lembrar deixo apenas escorrer a água que vem do cabelo que já serve muito bem) e, se tiver tempo, passo o creme na cara e, quando o rei faz anos, ponho o contorno de olhos. O tónico, já desisti de usar. E à noite, se estiver maquilhada, ou passo uma toalhita desmaquilhante e a coisa fica feita ou então um Dodot. Mas se não tiver lápis, rímel, ou sombras, sou capaz de nem tirar nada porque me convenço que a base e o pó bronzeador vão saindo ao longo do dia, nem que seja pelas vezes que passo com um guardanapo pelo nariz para me assoar.
Aqui me confesso. Aqui fica o meu pecado da preguiça nocturna que não me permite levantar do sofá a partir do momento em que as minhas filhas adormecem. Mas depois fico com dores na consciência quando olho para os meus frasquinho da Shiseido e me lembro da factura penosa que deixei na Companhia dos Perfumes. Ou então quando olho para a prateleira de cima da casa-de-banho e vejo a caixa linda da Clarins que o meu brilhosinhos me ofereceu com uma gama completa de produtos para a pele (que inclui tónico, esfoliante, creme de dia, creme de noite, creme de olhos, sérum para sei lá o quê e, pela quantidade de embalagens, também deve ter um creme para as quatro da tarde e outro para aplicar antes do jantar). E o que o desgraçado deve ter pago por aquilo... e eu ainda nem lhes toquei.
Mas tenho que começar a fazer um esforço para mudar isso. Acho que ainda não o fiz porque toda a gente me dá 25 aninhos (quando estou magra). No dia em que me derem mais dez dos que aqueles que tenho, a coisa deve mudar.
Eu não sou assim. Lavo a cara todos os dias no banho, se me lembrar ( se não me lembrar deixo apenas escorrer a água que vem do cabelo que já serve muito bem) e, se tiver tempo, passo o creme na cara e, quando o rei faz anos, ponho o contorno de olhos. O tónico, já desisti de usar. E à noite, se estiver maquilhada, ou passo uma toalhita desmaquilhante e a coisa fica feita ou então um Dodot. Mas se não tiver lápis, rímel, ou sombras, sou capaz de nem tirar nada porque me convenço que a base e o pó bronzeador vão saindo ao longo do dia, nem que seja pelas vezes que passo com um guardanapo pelo nariz para me assoar.
Aqui me confesso. Aqui fica o meu pecado da preguiça nocturna que não me permite levantar do sofá a partir do momento em que as minhas filhas adormecem. Mas depois fico com dores na consciência quando olho para os meus frasquinho da Shiseido e me lembro da factura penosa que deixei na Companhia dos Perfumes. Ou então quando olho para a prateleira de cima da casa-de-banho e vejo a caixa linda da Clarins que o meu brilhosinhos me ofereceu com uma gama completa de produtos para a pele (que inclui tónico, esfoliante, creme de dia, creme de noite, creme de olhos, sérum para sei lá o quê e, pela quantidade de embalagens, também deve ter um creme para as quatro da tarde e outro para aplicar antes do jantar). E o que o desgraçado deve ter pago por aquilo... e eu ainda nem lhes toquei.
Mas tenho que começar a fazer um esforço para mudar isso. Acho que ainda não o fiz porque toda a gente me dá 25 aninhos (quando estou magra). No dia em que me derem mais dez dos que aqueles que tenho, a coisa deve mudar.
segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Depois do último post a minha caixa de correio foi invadida por curiosos e curiosas e perguntarem onde poderiam adquirir a fantástica, maravilhosa, e super apetecida que dá vontade de comer, roupinha da Flamenco. A blusa que recebi veio da loja Trapos & Bugigangas, na Comporta (sim, aquela linda e fantástica localidade logo a seguir a Tróia).
Mas para quem não quiser ou não puder deslocar-se até lá, fica a novidade: a Trapos & Bugigangas vai ter brevemente um sítio de venda online (eu depois digo quando estiver pronto) para nos desgraçarmos todas nas compras. Até lá, deixo-vos com umas fotos da loja (uma das minhas preferidas, não só pelos preços, mas pela gireza das coisas que lá encontramos, desde todo o tipo de acessórios, a roupa e afins). Se quiserem, também podem consultar o Hi5 com o mesmo nome.
Agora deliciem-se:





Mas para quem não quiser ou não puder deslocar-se até lá, fica a novidade: a Trapos & Bugigangas vai ter brevemente um sítio de venda online (eu depois digo quando estiver pronto) para nos desgraçarmos todas nas compras. Até lá, deixo-vos com umas fotos da loja (uma das minhas preferidas, não só pelos preços, mas pela gireza das coisas que lá encontramos, desde todo o tipo de acessórios, a roupa e afins). Se quiserem, também podem consultar o Hi5 com o mesmo nome.
Agora deliciem-se:





domingo, 24 de Janeiro de 2010
E é na plenitude dos meus 35 novos anos que vos escrevo este post, só para vos deixar a par dos festejos fimdesemanalescos. Embora tenha trabalhado sábado e domingo, nada impediu de passar todos estes dias em festa. Primeiro com a família, e depois acabei por ir sair um bocadinho com os amigos do costume. Mas vamos por partes.
Dia 1#
Sexta-feira, dia 22 de Janeiro, o verdadeiro dia
Convidados: Os pais, os irmãos (que são p'ra lá de muitos e ainda por cima agora vêm a dobrar), o sobrinho, os avós, os tios, os primos direitos e as suas respectivas esposas maravilhosas, e o pequeno S., que de tão pequeno ainda não saiu da barriguinha da mamã (apesar de estar quase, quase, quase), a amiga da família F. e o marido G.
Menu:
Jantar
Entradas: Quejinhos de cabra e ovelha, saladinha de tomate com queijo feta regada com vinagre balsâmico e salpicada com oregãos, canapés de salmão misturado com requeijão, canapés de presunto pata negra raspados com alho, azeitonas temperadas, patê de marisco e patê de atum (feitos aqui pela je)
Primeiro prato: Açorda de gambas
Segundo prato: Lombo de porco no forno, com batatinha assada, cenouras baby, e puré de maçã
Sobremesas: Cheesecake de morango, mil folhas recheado com doce de ovos, bolo de bolacha, pudim de ovos caseiro, ovos moles, bolo de aniversário
Bebidas: Gin Tónico, Martini, Moscatel, Whisky velho, Cerveja, Vinho Tinto Duas Quintas, Vinho Branco Planalto, Sumol, Seven up, Coca Cola Zero e normal, Sumo de laranja sem gás, águas tónicas, águas com e sem gás, Café, Descafeinado, Capuccino, Machiato
De salientar que todo o manjar foi confeccionado na minha cozinha, por mim e pelo meu brilhosinhos
Presentes:
Marido: Uma mala da Tommy e um telemóvel (que de tão lindo até me dá vontade de chorar)
Filhas: Umas argolas enormes de prata e um colar (mto, mto fofinho)
Pais: Dois pares de botas e dinheirinho (para eu ir aos saldos e comprar o que quiser)
Irmão 1: Um babyliss profissional com OITO, sim, O-I-T-O, peças diferentes
Irmão 2: A primeiro série do Gossip Girl
Irmão 3: Esqueceu-se do presente (diz ele)
Irmã: O livro Amanhecer e, tchan, tchan, tchan, tchan, um poster GIGANTE do Robert Pattinson (que o meu brilhosinhos decidiu colocar em parte incerta apesar de todos os dias eu me ajoelhar e implorar-lhe que mo dê de volta)
Cunhada: Uns sapatinhos lindos, lindos, e que me servem na perfeição
Avós: Dinheirinho ("Vais aos saldos e compras o que queres", disseram eles. Também)
Tios: Dinheirinho ("Vais aos saldos e compras o que queres", disseram eles. Também)
Primo P. e S.: O Eclipse (yuppieeeeeeeeeeeee)
Primo M. e F., e S. (não é por estar na barriga da mãe que é desclassificado): Uma blusa da Flamenco (eu amo as blusas e os vestidos da Flamenco)
F. e G. : Uma mala
Posto isto, tenho a dizer que adoro fazer anos mas é uma enorme treta a falta de atenção que damos aos nossos convidados. As pessoas que cá estiveram em casa no meu dia de anos são as mais importantes da minha vida (além das minhas amigas) e o que eu queria mesmo era poder ter estado com todos um bocadão de tempo. Não deu. Além disso as birrinhas e as irritantes e constantes chamadas de atenção dos mais pequenos ( vulgo gritaria, puxões de cabelos, choros, guerras e desarrumação) acabam por nos afastar ainda mais do objectivo destas reuniões familiares que é a confraternização. Bem, fica para a próxima vez que formos ao japonês.
O relato do segundo dia de festa fica para daqui a bocadinho.
Dia 1#
Sexta-feira, dia 22 de Janeiro, o verdadeiro dia
Convidados: Os pais, os irmãos (que são p'ra lá de muitos e ainda por cima agora vêm a dobrar), o sobrinho, os avós, os tios, os primos direitos e as suas respectivas esposas maravilhosas, e o pequeno S., que de tão pequeno ainda não saiu da barriguinha da mamã (apesar de estar quase, quase, quase), a amiga da família F. e o marido G.
Menu:
Jantar
Entradas: Quejinhos de cabra e ovelha, saladinha de tomate com queijo feta regada com vinagre balsâmico e salpicada com oregãos, canapés de salmão misturado com requeijão, canapés de presunto pata negra raspados com alho, azeitonas temperadas, patê de marisco e patê de atum (feitos aqui pela je)
Primeiro prato: Açorda de gambas
Segundo prato: Lombo de porco no forno, com batatinha assada, cenouras baby, e puré de maçã
Sobremesas: Cheesecake de morango, mil folhas recheado com doce de ovos, bolo de bolacha, pudim de ovos caseiro, ovos moles, bolo de aniversário
Bebidas: Gin Tónico, Martini, Moscatel, Whisky velho, Cerveja, Vinho Tinto Duas Quintas, Vinho Branco Planalto, Sumol, Seven up, Coca Cola Zero e normal, Sumo de laranja sem gás, águas tónicas, águas com e sem gás, Café, Descafeinado, Capuccino, Machiato
De salientar que todo o manjar foi confeccionado na minha cozinha, por mim e pelo meu brilhosinhos
Presentes:
Marido: Uma mala da Tommy e um telemóvel (que de tão lindo até me dá vontade de chorar)
Filhas: Umas argolas enormes de prata e um colar (mto, mto fofinho)
Pais: Dois pares de botas e dinheirinho (para eu ir aos saldos e comprar o que quiser)
Irmão 1: Um babyliss profissional com OITO, sim, O-I-T-O, peças diferentes
Irmão 2: A primeiro série do Gossip Girl
Irmão 3: Esqueceu-se do presente (diz ele)
Irmã: O livro Amanhecer e, tchan, tchan, tchan, tchan, um poster GIGANTE do Robert Pattinson (que o meu brilhosinhos decidiu colocar em parte incerta apesar de todos os dias eu me ajoelhar e implorar-lhe que mo dê de volta)
Cunhada: Uns sapatinhos lindos, lindos, e que me servem na perfeição
Avós: Dinheirinho ("Vais aos saldos e compras o que queres", disseram eles. Também)
Tios: Dinheirinho ("Vais aos saldos e compras o que queres", disseram eles. Também)
Primo P. e S.: O Eclipse (yuppieeeeeeeeeeeee)
Primo M. e F., e S. (não é por estar na barriga da mãe que é desclassificado): Uma blusa da Flamenco (eu amo as blusas e os vestidos da Flamenco)
F. e G. : Uma mala
Posto isto, tenho a dizer que adoro fazer anos mas é uma enorme treta a falta de atenção que damos aos nossos convidados. As pessoas que cá estiveram em casa no meu dia de anos são as mais importantes da minha vida (além das minhas amigas) e o que eu queria mesmo era poder ter estado com todos um bocadão de tempo. Não deu. Além disso as birrinhas e as irritantes e constantes chamadas de atenção dos mais pequenos ( vulgo gritaria, puxões de cabelos, choros, guerras e desarrumação) acabam por nos afastar ainda mais do objectivo destas reuniões familiares que é a confraternização. Bem, fica para a próxima vez que formos ao japonês.
O relato do segundo dia de festa fica para daqui a bocadinho.
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Reza a história que a menina, de apenas 19 anos, com cara de menina e soquetes enfiadas nos pés, estava grávida de apenas sete meses. Ela era magra que sei lá, e a barriguinha mal se notava. Talvez por isso, tenha pensado que fazer uma viagem de helicóptero até ao norte de Moçambique, em pleno Janeiro (o mês mais quente em África), não constituisse qualquer problema.
Estava ela a sobrevoar o mato quando lhe deram as primeiras contracções. "Acho que estou com dores", disse ao marido, na altura. Ao que o mesmo lhe terá respondido: "Toma uma aspirina." Mas uma aspirina não chegou. E a menina de soquetes teve que aterrar ali mesmo. No meio do nada. Numa terra chamada Tete, a mais tórrida de Moçambique, e que na altura não tinha mais que uma única rua. Os brancos que lá estavam eram mesmo só ela e o marido. E umas horas depois nasceu a primeira filha dessa menina mulher. Era carequinha, muito branquinha, pesava pouco mais de três quilos, e não tinha uma única peça de roupa. Afinal, os sete meses de gravidez eram apenas uma ilusão.
O enxoval, feito a preceito pelas avós e tias, tinha ficado em casa, em Lourenço Marques, actual Maputo. Com uns trapos emprestados por umas almas caridosas, esta bebé mamou pela primeira vez e sentiu o calor da mãe. Pouco depois, foi colocada numa cesta de verga e embarcou num avião rumo a casa pela mão da recém-mamã. Vestia um fatinho castanho, que já tinha pertencido a sei lá quem. E no aeroporto esperava-a uma família ansiosa. Duas avós, dois avôs e duas tias.
Daqui a pouco mais de meia hora faz 35 anos que tudo isto aconteceu. A bebé era eu e a menina de apenas 19 anos a minha mamã. Parabéns às duas neste 22 de Janeiro.
Estava ela a sobrevoar o mato quando lhe deram as primeiras contracções. "Acho que estou com dores", disse ao marido, na altura. Ao que o mesmo lhe terá respondido: "Toma uma aspirina." Mas uma aspirina não chegou. E a menina de soquetes teve que aterrar ali mesmo. No meio do nada. Numa terra chamada Tete, a mais tórrida de Moçambique, e que na altura não tinha mais que uma única rua. Os brancos que lá estavam eram mesmo só ela e o marido. E umas horas depois nasceu a primeira filha dessa menina mulher. Era carequinha, muito branquinha, pesava pouco mais de três quilos, e não tinha uma única peça de roupa. Afinal, os sete meses de gravidez eram apenas uma ilusão.
O enxoval, feito a preceito pelas avós e tias, tinha ficado em casa, em Lourenço Marques, actual Maputo. Com uns trapos emprestados por umas almas caridosas, esta bebé mamou pela primeira vez e sentiu o calor da mãe. Pouco depois, foi colocada numa cesta de verga e embarcou num avião rumo a casa pela mão da recém-mamã. Vestia um fatinho castanho, que já tinha pertencido a sei lá quem. E no aeroporto esperava-a uma família ansiosa. Duas avós, dois avôs e duas tias.
Daqui a pouco mais de meia hora faz 35 anos que tudo isto aconteceu. A bebé era eu e a menina de apenas 19 anos a minha mamã. Parabéns às duas neste 22 de Janeiro.
quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
E não é que de repente, e sem darmos por isso, já vamos em 215 mil partilhas de vida. Clap, clap, clap, clap, para todos nós que diariamente partilhamos aqui as coisas que nos vão incomodando no dia-a-dia. Seja a malha na meia, seja o marido irritante, sejam as últimas tendências da estação. O que é certo é que o sitemetter diz que o mundo está 215 mil vezes mais brilhante. Obrigada a todos e vamos continuar. Mesmo sem nos conhecermos, gosto imenso de partilhar com todos vós aquilo que me vai na alma tal como gosto quando desabafam comigo. Beijos brilhantes para todos (mesmo para aqueles que insistentemente tentam apagar o brilho da brilhozinhos. Toma, toma! Não conseguem!)
segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
Tenho recebido e-mails e comentários (que não publico) a questionarem-me vezes sem conta o que se passa comigo e com o meu brilhosinhos. E o que se passa é muito simples. A meu ver, até simples demais. O que se passa é que ao fim de dez anos de casamento chegámos a um ponto em que tivemos que pôr todos os pontos nos is. Um casamento é feito de cedências, de sacrificios, de coisas boas, de coisas más, de discussões, de altos, de baixos. De tantas, mas tantas coisas que, chegamos a um ponto em que nos questionamos se vale a pena tudo o que fazemos. O meu casamento não é, nem nunca foi excepção. Nunca o escondi, nunca tive vergonha de assumir quando tive problemas, mas também nunca escondi que o amor entre nós nunca esteve em causa.
Depois de conversar longamente com o meu brilhosinhos chegámos à conclusão de que afinal vale mesmo a pena tudo o que fizemos nos últimos 11 anos, desde que estamos juntos. Amamo-nos, queremos continuar juntos e apesar dos nossos problemas percebemos que afinal o nosso casamento é bem mais sólido do que muitos dos que nos rodeiam e que, aparentemente, são bem melhores do que o nosso pois os intervenientes estão sempre aos beijos e abraços. Mas isso, apesar de ser importante, claro, são muitas vezes formas de camuflar problemas. Coisa que nós não fazemos. Se temos problemas assumimo-los sem qualquer tipo de vergonha ou preconceito. Mas também chegámos à conclusão que, se calhar também não é bom o que fazemos. Ao assumirmos que estamos mal, ou bem, estamos a dar espaço aos outros para opinar acerca de coisas que muitas vezes não conhecem. Estamos a dar espaço aos outros para nos apontarem o dedo quando, muitas vezes, quem nos critica está bem pior que nós. Mas as aparências falam mais alto e por isso os outros preferem pensar que estão bem melhores que nós. O que, muitas vezes, não é mesmo verdade. Os nossos problemas não são ignorados e por isso acabam por se resolver. E isso tem acontecido desde sempre. Não vivemos não nunca vivemos de aparências. Se estamos chateados ninguém tem nada a ver com isso.
Quando eu e o meu brilhosinhos nos juntámos, em 2000, viviamos praticamente na penúria. O nosso apartamento tinha uma sala com quinze metros quadrados e no dia em que nos mudámos nem cama tínhamos. Dormiamos num colchão de esponja, o frigorifico era em quarta mão, a televisão tinha vindo do meu quarto de solteira e estava em cima de uma cadeira que também tinha vindo do meu quarto de solteira. Eu ganhava oitenta contos (ainda era estagiária) e o meu brilhosinhos ganhava 100 contos, sendo que todo o meu ordenado era para pagar a renda da casa. Contávamos todos os tostões e lembro-me de ir almoçar às sopas todos os dias porque o orçamento não dava mesmo para mais. Mas se nos perguntarem se na altura eramos felizes, a nossa resposta vem acompanhada de um enorme sorriso. Eramos mesmo muito felizes. E conseguimos construir tudo com o nosso trabalho. Hoje temos uma casa muito maior mas ainda mantemos o nosso primeiro ninho de dois quartinhos. Fica juntinho à praia e não temos coragem de o vender. Significa muito para nós. A pouco e pouco e pouco amealhámos o que para nós é um império e não nos envergonhamos de nada. As crises foram sempre superadas e acabaram por umas vezes fragilizar a relação e noutras por fortalecê-la. E talvez seja por isso que o meu brilhosinhos diz que não consegue vislumbrar um futuro sem me ter a seu lado. E eu a mesma coisa. Porque as crises são isso mesmo, crises. E as crises passam. E quem diz que não tem crises é mentiroso. E eu conheço tanta gente mentirosa...
Depois de conversar longamente com o meu brilhosinhos chegámos à conclusão de que afinal vale mesmo a pena tudo o que fizemos nos últimos 11 anos, desde que estamos juntos. Amamo-nos, queremos continuar juntos e apesar dos nossos problemas percebemos que afinal o nosso casamento é bem mais sólido do que muitos dos que nos rodeiam e que, aparentemente, são bem melhores do que o nosso pois os intervenientes estão sempre aos beijos e abraços. Mas isso, apesar de ser importante, claro, são muitas vezes formas de camuflar problemas. Coisa que nós não fazemos. Se temos problemas assumimo-los sem qualquer tipo de vergonha ou preconceito. Mas também chegámos à conclusão que, se calhar também não é bom o que fazemos. Ao assumirmos que estamos mal, ou bem, estamos a dar espaço aos outros para opinar acerca de coisas que muitas vezes não conhecem. Estamos a dar espaço aos outros para nos apontarem o dedo quando, muitas vezes, quem nos critica está bem pior que nós. Mas as aparências falam mais alto e por isso os outros preferem pensar que estão bem melhores que nós. O que, muitas vezes, não é mesmo verdade. Os nossos problemas não são ignorados e por isso acabam por se resolver. E isso tem acontecido desde sempre. Não vivemos não nunca vivemos de aparências. Se estamos chateados ninguém tem nada a ver com isso.
Quando eu e o meu brilhosinhos nos juntámos, em 2000, viviamos praticamente na penúria. O nosso apartamento tinha uma sala com quinze metros quadrados e no dia em que nos mudámos nem cama tínhamos. Dormiamos num colchão de esponja, o frigorifico era em quarta mão, a televisão tinha vindo do meu quarto de solteira e estava em cima de uma cadeira que também tinha vindo do meu quarto de solteira. Eu ganhava oitenta contos (ainda era estagiária) e o meu brilhosinhos ganhava 100 contos, sendo que todo o meu ordenado era para pagar a renda da casa. Contávamos todos os tostões e lembro-me de ir almoçar às sopas todos os dias porque o orçamento não dava mesmo para mais. Mas se nos perguntarem se na altura eramos felizes, a nossa resposta vem acompanhada de um enorme sorriso. Eramos mesmo muito felizes. E conseguimos construir tudo com o nosso trabalho. Hoje temos uma casa muito maior mas ainda mantemos o nosso primeiro ninho de dois quartinhos. Fica juntinho à praia e não temos coragem de o vender. Significa muito para nós. A pouco e pouco e pouco amealhámos o que para nós é um império e não nos envergonhamos de nada. As crises foram sempre superadas e acabaram por umas vezes fragilizar a relação e noutras por fortalecê-la. E talvez seja por isso que o meu brilhosinhos diz que não consegue vislumbrar um futuro sem me ter a seu lado. E eu a mesma coisa. Porque as crises são isso mesmo, crises. E as crises passam. E quem diz que não tem crises é mentiroso. E eu conheço tanta gente mentirosa...
domingo, 17 de Janeiro de 2010
A tragédia no Haiti dilacerou-me o coração, inquietou-me a alma e tirou-me ainda mais o sono. Como eu queria enfiar-me num avião e voar para lá. Para fazer o que fosse preciso. Para ajudar os filhos dos outros. Tal como gostaria que fizessem com os meus se uma catástrofe destas nos atingisse nestas proporções. Em meio minuto destruiram-se os sonhos de uma vida, ceifaram-se vidas sem qualquer tipo de aviso, desapareceram casas, cairam hospitais e igrejas e os corpos inundaram ruas que por si só já pareciam calaboços antes da terra começar a dar de si.
A vida dos que ficaram nunca mais vai ser a mesma. Uma tragédia destas não termina quando a terra deixa de tremer. Uma tragédia destas dura uma vida inteira. Ficam as memórias de quando, mesmo de pés descalços, sorriam para a vida porque pouco mais que isso lhes restava. Os sorrisos agora desapareceram. Mas os pés descalços continuam...
O meu coração e as minhas orações estão com eles. Com os que ficaram, e com os que partiram.
A vida dos que ficaram nunca mais vai ser a mesma. Uma tragédia destas não termina quando a terra deixa de tremer. Uma tragédia destas dura uma vida inteira. Ficam as memórias de quando, mesmo de pés descalços, sorriam para a vida porque pouco mais que isso lhes restava. Os sorrisos agora desapareceram. Mas os pés descalços continuam...
O meu coração e as minhas orações estão com eles. Com os que ficaram, e com os que partiram.
sábado, 16 de Janeiro de 2010
Ora bem, acabei de chegar a casa e é a primeira vez na vida que escrevo alguma linha com uns copitos a mais. Hoje foi noite de amigas. E foi tão divertido. Foram três caipirinhas ao jantar, quatro shots de sei lá o quê, uma amêndoa amarga com sumo de limão e dois vodkas red bull. O suficiente para me deixar com os saltos trocados, para rir do que não tem piada e para dançar o indançável (isto porque em matéria de beber eu sou praticamente uma nova virgem). A escolha do bar foi o Absurdo e para mal dos nossos pecados todos os homens que lá estavam roçavam assim o cromalhado insustentável. Mulheres havia poucas o que fez recair sobre nós a atenção da noite e procovar-nos ainda mais risos.
Depois de uns encontros e desencontros menos bem sucedidos, o balanço da noite é sensacional. Estar com amigas com quem estamos absolutamente à vontade para falar de tudo e mais alguma coisa é uma lufada de ar fresco depois de uma semana de trabalho. No final só ficámos quatro. A A., a A.T. a S. e eu rimos que nos fartámos até agora e jurámos que tinhamos que repetir a coisa para breve.
E agora vou-me deitar. Isto de escrever um post assim meia com os copos foi apenas uma experiência. Para amanhã ver bem as baboseiras, ou não, que disse esta noite. Beijinhos e abraços.
Depois de uns encontros e desencontros menos bem sucedidos, o balanço da noite é sensacional. Estar com amigas com quem estamos absolutamente à vontade para falar de tudo e mais alguma coisa é uma lufada de ar fresco depois de uma semana de trabalho. No final só ficámos quatro. A A., a A.T. a S. e eu rimos que nos fartámos até agora e jurámos que tinhamos que repetir a coisa para breve.
E agora vou-me deitar. Isto de escrever um post assim meia com os copos foi apenas uma experiência. Para amanhã ver bem as baboseiras, ou não, que disse esta noite. Beijinhos e abraços.
sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Fui sozinha ver o Lua Nova. Já não me lembro da última vez que tinha ido ao cinema sem ninguém. Acho que foi quando eu e o meu ex-namorado acabámos, já lá vai mais de uma década. E o que é certo é que já nem me lembrava que até gosto de ir sozinha. Decido o filme, a fila, a hora, as pipocas... E no fim ainda fui galanteada por outro senhor que também estava sozinho. É claro que assim que senti aquele olhar fugi dali a sete pés. Mas confesso que achei piada à coisa. Foi uma cena completamente à Sexo e a Cidade. Uma experiência a repetir.
quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
Contam-se pelos dedos de uma mão o número de mulheres que conheço que dizem que os brilhozinhos delas são conversadores. Não sei se é dos genes, se é uma questão cultural, uma forma de afirmarem a sua masculinidade ou virilidade. O que é certo é que os homens são mais calados que nós e isso muitas vezes dá-nos a volta ao miolo. Isto porque, enquanto seres muito mais comunicativos que os homens, nós precisamos de alguém que troque umas ideias connosco. Que, de uma forma coerente, nos contradiga ou nos deixe a par do seu ponto de vista. Isto para dizer que nós gostamos de ter ao nosso lado alguém que nos oiça mas que também mostre que precisa de ser ouvido. Ao contrário do que muitos dizem, as mulheres adoram que os seus homens desabafem com elas. Nem que seja para dizer mal do gajo lá do trabalho. Mas os homens não entendem isto muito bem.
E por isso a maior parte das mulheres que conheço se queixa do mesmo. Que quando chegam a casa os seus respectivos não falam com elas. Ficam especados em frente à televisão ou ao computador e, com o tempo, elas vão-se sentindo cada vez mais sozinhas até se verem enfiadas num casamento que não lhes traz nada de bom. E assim as coisas esfriam. Até gelarem e cada um ir para seu lado. E tudo poderia ter sido evitado. Bastava um "Olá" ou um "Como foi o teu dia." Só isso já nos aquecia o coração.
E por isso a maior parte das mulheres que conheço se queixa do mesmo. Que quando chegam a casa os seus respectivos não falam com elas. Ficam especados em frente à televisão ou ao computador e, com o tempo, elas vão-se sentindo cada vez mais sozinhas até se verem enfiadas num casamento que não lhes traz nada de bom. E assim as coisas esfriam. Até gelarem e cada um ir para seu lado. E tudo poderia ter sido evitado. Bastava um "Olá" ou um "Como foi o teu dia." Só isso já nos aquecia o coração.
Ontem foi dia de indiano lá em casa. Os manos, os primos direitos e as respectivas brilhozinhas, os filhos, e o que vem a caminho (não, não é o meu que vem a caminho mas sim o do meu primo M). Foi bom. Crescemos juntos mas não nos reunimos tantas vezes quanto de certeza gostaríamos. Vimos vídeos de quando eramos mais picolés e rimos muito. Como se a idade não tivesse passado por nós. E sentimos que cá dentro continuamos os mesmos. Como há dez, vinte e trinta anos atrás.
E é bom sentir que, independentemente do tempo e das vicissitudes da vida, há pessoas que nunca desaparecem do nosso coração. Estão lá no matter what. Só porque são elas. E isso é suficiente.
E é bom sentir que, independentemente do tempo e das vicissitudes da vida, há pessoas que nunca desaparecem do nosso coração. Estão lá no matter what. Só porque são elas. E isso é suficiente.
quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
Hoje faltou pouco para:
1- Atirar as minhas filhas pela janela (com pára-quedas)
2- Dar-lhes uma sobredose de Xanax
3- Enviá-las com um cartão de visita para casa de qualquer casal que desesperadamente tenta engravidar
4- Amordaçá-las
5- Espancá-las
6- Ir fechá-las na garagem até amanhã de manhã
Mas agora estão a dormir e já me esqueci de tudo. E isto é ser mãe. E eu adoro ser mãe.
1- Atirar as minhas filhas pela janela (com pára-quedas)
2- Dar-lhes uma sobredose de Xanax
3- Enviá-las com um cartão de visita para casa de qualquer casal que desesperadamente tenta engravidar
4- Amordaçá-las
5- Espancá-las
6- Ir fechá-las na garagem até amanhã de manhã
Mas agora estão a dormir e já me esqueci de tudo. E isto é ser mãe. E eu adoro ser mãe.
Os adolescentes de hoje assustam-me um bocadinho. As miúdas de quinze anos maquilham-se mais que eu, vestem-se de forma mais arrojada que eu, e pensam que já não têm nada a aprender. Ok, nesta parte de pensarem que já não têm nada a aprender eu até compreendo porque eu com essa idade também tinha a mania que sabia muita coisa e afinal hoje olho para trás e vejo que não sabia nada.
Mas a questão é bem diferente. É que comparo os adolescentes de hoje com os adolescentes da minha geração e existe uma diferença quase abismal. É que as miúdas e os miúdos de hoje são muito mais infantis, muito mais inconscientes e têm a mania que têm a maturidade de um adulto. E o resultado é uma combinação explosiva de disparates. Eu também fiz disparates quando fui adolescente. Mas em retrospectiva vejo que não fiz nada de grave, vejo que tive sempre muita cabecinha e pensei muito bem nas consequências do que estava a fazer. Lembro-me, inclusive, de chegar ao 12º ano e, ao falar com as minhas amigas, perceber que eu era a única que não fazia a mínima ideia do que era uma relação sexual (pronto, esta foi a parte mais chata), a última virgem. Mas nunca me senti mal com isso. Não me arrependo porque lembro-me que a minha mãe me dizia que depois de ter relações, não teria mais nada a perder com nenhum namorado e que iria ter com todos os que viessem a seguir. Esse cenário pareceu-me demasiado mau e por isso resguardei-me mais que o normal.
Mas hoje é diferente. Os adolescentes querem viver tudo de uma vez. Aos quinze anos já querem ter experimentado o sexo, a droga, as bebedeiras, e todas as rebeldias que se vivem ao longo de seis ou sete anos. E como não têm noção do errado acabam por seguir caminhos mais tortuosos que o costume. É triste, mas é verdade e daqui por meia dúzia de anos já cá tenho uma em casa. Vai ser mau. Muito mau...
Mas a questão é bem diferente. É que comparo os adolescentes de hoje com os adolescentes da minha geração e existe uma diferença quase abismal. É que as miúdas e os miúdos de hoje são muito mais infantis, muito mais inconscientes e têm a mania que têm a maturidade de um adulto. E o resultado é uma combinação explosiva de disparates. Eu também fiz disparates quando fui adolescente. Mas em retrospectiva vejo que não fiz nada de grave, vejo que tive sempre muita cabecinha e pensei muito bem nas consequências do que estava a fazer. Lembro-me, inclusive, de chegar ao 12º ano e, ao falar com as minhas amigas, perceber que eu era a única que não fazia a mínima ideia do que era uma relação sexual (pronto, esta foi a parte mais chata), a última virgem. Mas nunca me senti mal com isso. Não me arrependo porque lembro-me que a minha mãe me dizia que depois de ter relações, não teria mais nada a perder com nenhum namorado e que iria ter com todos os que viessem a seguir. Esse cenário pareceu-me demasiado mau e por isso resguardei-me mais que o normal.
Mas hoje é diferente. Os adolescentes querem viver tudo de uma vez. Aos quinze anos já querem ter experimentado o sexo, a droga, as bebedeiras, e todas as rebeldias que se vivem ao longo de seis ou sete anos. E como não têm noção do errado acabam por seguir caminhos mais tortuosos que o costume. É triste, mas é verdade e daqui por meia dúzia de anos já cá tenho uma em casa. Vai ser mau. Muito mau...
quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
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