Hoje o dia esteve a dois centimetros de começar muito mal. Pouco depois de deixar as minhas filhas no colégio, e enquanto estava parada num cruzamento, vi um senhor que vinha a conduzir e a falar ao telemóvel. Ele vinha na minha direcção. E não parou no cruzamento. Nem me viu. Vinha de tal maneira distraído que só depois de eu apitar é que ele travou a fundo. Ficou a dois centimetros do meu capôt. Eu não precisei de lhe dizer nada. Nem ele a mim. Só levantou o braço para pedir desculpa.
Isto de falar ao telemóvel ou mandar sms enquanto se anda na estrada tem muito que se lhe diga. Eu por vezes também o faço. Mas é uma grande inconsciência.
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Hoje foi dia de médico. Depois das perguntas de rotina e de medir a tensão e afins, a senhora da bata branca mandou-me tirar o casaco, as botas, o cinto do vestido, e ir para a balança. A cara que fiz denunciou a minha apreensão e ela, tão querida, disse-me: "Se quiser fecha os olhos e eu nao lhe digo o resultado." Eu sorri-lhe e acrescentei que não valia a pena. Erro crasso.
E agora estou deprimida como tudo. Obesa como nunca estive e a pensar na odisseia que me espera de dieta. Só lá para o Verão é que estarei apresentável. Isto se cumprir à risca tudo o que ela disse. O que vale é que o regime não me parece nada de extraordinário. O pior mesmo vai ser a coca-cola, o sumol e a seven-up. É que eu sou assim a modos que viciada em refrigerantes. Aliás, quando estou muito tempo sem os beber, o meu corpo começa a ressentir-se.
Mas desta vez eu quero e preciso mesmo de perder peso. Não só por uma questão estética mas também pela saúde. E estou determinada. Triste mas determinada.
E agora estou deprimida como tudo. Obesa como nunca estive e a pensar na odisseia que me espera de dieta. Só lá para o Verão é que estarei apresentável. Isto se cumprir à risca tudo o que ela disse. O que vale é que o regime não me parece nada de extraordinário. O pior mesmo vai ser a coca-cola, o sumol e a seven-up. É que eu sou assim a modos que viciada em refrigerantes. Aliás, quando estou muito tempo sem os beber, o meu corpo começa a ressentir-se.
Mas desta vez eu quero e preciso mesmo de perder peso. Não só por uma questão estética mas também pela saúde. E estou determinada. Triste mas determinada.
Querido Pai Natal,
Este ano portei-me excepcionalmente bem. Fui amiga da amiga, ajudei os mais necessitados e voltei a dedicar-me à família a 100%. Não fui teimosa, mal educada com os meus pais, não gastei mais do que tinha, tentei ser condescendente com os horários do meu marido, caí na piscina e no jacuzzi do Alba Resort, e aprendi algumas receitas novas da Bimby as quais fiz com amor e carinho para a minha família. Por tudo isto, e porque se o ano fosse mais comprido ainda teria feito mais coisinhas boas, aqui está a minha listinha de desejos de Natal. É só para a família e amigos ficarem elucidados acerca dos meus gostinhos. Atenção que esta é a minha lista de ouro. Depois digo qual é a de prata.

Quinta série da Anatomia de Grey. A primeira e a segunda parte. Ainda não comprei nenhuma das duas. E quero. Muito.


Estes óculos YSL são maravilhosos. Não me importava de ter uns.

Tal como estes Vintage Christian Dior.

Pulseirinha Swarovski. Linda que só visto.

Não consigo evitar a tara por óculos de sol. Estes Prada Buterfly podem vir em todas as cores.

Adoro. Amo estas botas Merrel. São muito normalinhas, é certo, mas eu gosto delas.
Óculinhos da Miu Miu. Ainda não tenho nenhuns. E estes são giríssimos.

Quem não gostar deste vestido Marc by Marc Jacobs que ponha o dedo no ar. Eu não ponho. Estou apaixonada por ele.

Uns basicozinhos Louboutin. Mas são tããããooo fofos.

Este vestido da DKNY veste como nenhum. E eu quero um. Igual a este.

O meu marido comprou uns Carrera destes e eu adorei. E também quero uns. De qualquer cor. Ou de todas.

Esta blusa da Fendi tem qualquer coisa a gritar por mim.

Quinta série da Anatomia de Grey. A primeira e a segunda parte. Ainda não comprei nenhuma das duas. E quero. Muito.


Estes óculos YSL são maravilhosos. Não me importava de ter uns.

Tal como estes Vintage Christian Dior.

Pulseirinha Swarovski. Linda que só visto.

Não consigo evitar a tara por óculos de sol. Estes Prada Buterfly podem vir em todas as cores.

Adoro. Amo estas botas Merrel. São muito normalinhas, é certo, mas eu gosto delas.
Óculinhos da Miu Miu. Ainda não tenho nenhuns. E estes são giríssimos.
Quem não gostar deste vestido Marc by Marc Jacobs que ponha o dedo no ar. Eu não ponho. Estou apaixonada por ele.

Uns basicozinhos Louboutin. Mas são tããããooo fofos.

Este vestido da DKNY veste como nenhum. E eu quero um. Igual a este.

O meu marido comprou uns Carrera destes e eu adorei. E também quero uns. De qualquer cor. Ou de todas.

Esta blusa da Fendi tem qualquer coisa a gritar por mim.
sábado, 5 de Dezembro de 2009
Os homens continuam sem entender a relação que existe entre o sexo e as tarefas domésticas. Mas eu volto a explicar. Se o homem não participa nas tarefas da casa a mulher fica cheia de ressentimentos por ter que fazer tudo e vai daí esses sentimentos reflectem-se na caminha. Quando estamos assim viradas, meus queridos, apetece-nos tudo, menos olhar para as vossas lindas carinhas. Capice?!?!?!?!
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Estive pela primeira vez à conversa com um homem acabadinho de se separar da mulher. "Da mulher e das filhas", dizia-me ele com um semblante triste. Com os olhos quase a rebentar, este homem confessou-me a dificuldade que é para um homem ver-se privado de estar diariamente com os dois grandes amores da vida dele, as suas duas meninas. O divórcio levou-lhe não só a Bimby, como as histórias à noite, as birras de manhâ e a conversa de circunstância ao jantar. Estão-lhe reservados dois fins-de-semana por mês e mais uma noite da semana. Mas para este homem apaixonado pela paternidade isso parece ter sabor de nada. Falta-lhe mais. Ele não sabe bem o que falta. Mas sente que falta muita coisa. "Um pai também ama muito um filho. E isso parece ficar sempre esquecido pelas mães, que acham que têm um amor superior ao de todos os outros", disse-me outro pai divorciado. E é verdade. Eu também sou mãe e acho sempre que o meu amor é muito maior que o de qualquer outra pessoa. Inclusivé o do pai. Não é por mal. Mas de facto acho isso.
Este homem divorciado não ama a ex-mulher e muito menos quer voltar a fazer vida com ela. Mas nem por isso tem problemas em afirmar que sente saudades dos tempos em que tinha a sua família. Porque era isso que ele tinha. E que agora deixou de ter. As filhas lá por casa apenas alguns dias por mês não chegam para lhe dar o aconchego que ele gostava e que de certeza anseia recuperar. Com outra pessoa, claro. Mas chegar a esse patamar parece estar a dar trabalho. Porque ele ainda está a colar os cacos da saudade. Ainda está a reconstruir o coração de pai em part-time. Que é algo que ele não quer. Porque há dez anos que trabalhava a tempo inteiro e era isso que lhe dava prazer. E umas horas apenas não dão para sustentar o amor a que estava habituado. Mas, e tal como diz o adágio, o tempo será seu amigo. E daqui por uns meses ele vai estar mais fortalecido. E preparado. Para o que der e vier.
Este homem divorciado não ama a ex-mulher e muito menos quer voltar a fazer vida com ela. Mas nem por isso tem problemas em afirmar que sente saudades dos tempos em que tinha a sua família. Porque era isso que ele tinha. E que agora deixou de ter. As filhas lá por casa apenas alguns dias por mês não chegam para lhe dar o aconchego que ele gostava e que de certeza anseia recuperar. Com outra pessoa, claro. Mas chegar a esse patamar parece estar a dar trabalho. Porque ele ainda está a colar os cacos da saudade. Ainda está a reconstruir o coração de pai em part-time. Que é algo que ele não quer. Porque há dez anos que trabalhava a tempo inteiro e era isso que lhe dava prazer. E umas horas apenas não dão para sustentar o amor a que estava habituado. Mas, e tal como diz o adágio, o tempo será seu amigo. E daqui por uns meses ele vai estar mais fortalecido. E preparado. Para o que der e vier.
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Ontem foi mais uma noite de Silk. Tal como há um ano atrás. Quando festejámos o aniversário da minha amiga e comadre A. E foi bom. O restaurante esteve aberto para o nosso grupo até às três da manhã e foi efectivamente estranho verificar que o bairro alto continuava cheio de pessoas na rua áquela hora. Quer dizer, não é bem estranho. É mais uma daquelas sensações de "mas esta gente não se cansa de andar por aqui?" Eram quase quatro da manhã quando abandonámos o Silk, estava a chuviscar e o frio não ajudava, mas o largo de Camões estava à pinha. Ele era cachecóis, luvas, gorros, e muitos casacos, e tudo ali em pé. A conversar. A beber. E sem vontade de ir para a caminha fazer óó.
Mas eu também já fui assim. Quando tinha vinte anos qualquer programa era melhor que ficar em casa a ver os Jogos sem Fronteiras ou qualquer coisa do género. Só que hoje eles têm cabo e tudo. Por isso aqui fica um alerta para as minhas filhinhas que ainda só têm seis e três aninhos: "Minhas queridas, a mamã só não tem os serviços de Sport Tv e Canais Hard Core e Playboy (o primeiro não contratámos porque cá em casa ninguém é assim tão fã de futebol que justifique; os segundos não contratámos porque temos receio que as nossas filhas vão lá parar por acaso e depois nos perguntem porque é que a pilinha do senhor está enfiada na garganta da senhora) por isso o leque de programas televisivos que vocês têm aqui no vosso lar tão seguro é vastíssimo. Mas se mesmo assim estiverem cansadas de olhar para a televisão podemos sempre jogar ao eleven, póquer ou Party & Company e beber um chocolatinho quente. Com este frio há lá coisa melhor que estarem com a mamã no quentinho do lar?
Como eu gostava que isto resultasse. Depois de ver tanta figura triste ontem à noite assusta-me um bocadinho que também as minhas meninas vão passar por isso. Até lá, vou continuando a dar-lhes esta lavagem cerebral. E a aproveitar que elas são pequeninas e eu sou o mundo delas. Porque da maneira como vejo o tempo a passar não tarda nada tenho uma adolescente em casa a dar-me a volta à cabeça.
Mas eu também já fui assim. Quando tinha vinte anos qualquer programa era melhor que ficar em casa a ver os Jogos sem Fronteiras ou qualquer coisa do género. Só que hoje eles têm cabo e tudo. Por isso aqui fica um alerta para as minhas filhinhas que ainda só têm seis e três aninhos: "Minhas queridas, a mamã só não tem os serviços de Sport Tv e Canais Hard Core e Playboy (o primeiro não contratámos porque cá em casa ninguém é assim tão fã de futebol que justifique; os segundos não contratámos porque temos receio que as nossas filhas vão lá parar por acaso e depois nos perguntem porque é que a pilinha do senhor está enfiada na garganta da senhora) por isso o leque de programas televisivos que vocês têm aqui no vosso lar tão seguro é vastíssimo. Mas se mesmo assim estiverem cansadas de olhar para a televisão podemos sempre jogar ao eleven, póquer ou Party & Company e beber um chocolatinho quente. Com este frio há lá coisa melhor que estarem com a mamã no quentinho do lar?
Como eu gostava que isto resultasse. Depois de ver tanta figura triste ontem à noite assusta-me um bocadinho que também as minhas meninas vão passar por isso. Até lá, vou continuando a dar-lhes esta lavagem cerebral. E a aproveitar que elas são pequeninas e eu sou o mundo delas. Porque da maneira como vejo o tempo a passar não tarda nada tenho uma adolescente em casa a dar-me a volta à cabeça.
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Hoje é noite de crianças em casa da avó e pais a dedicarem-se ao lazer com os amigos. Ao que parece o restaurante já está reservado e só entra quem estiver na guest list. E eu estou. Óh lá se estou. E quero divertir-me e dançar muito. Com as minhas amigas que é coisa que eu gosto muito. O corpinho está sempre a fugir-me p'ró tempero, o que é que hei-de fazer!
sábado, 28 de Novembro de 2009
Nunca tinha pensado neste assunto até ele ser abordado por uma amiga minha que está divorciada já lá vão dois anos. E o que é certo é que deve mesmo ser estranho dar uma queca com outra pessoa que não o nosso marido depois da separação. É que com o ex já sabemos como é, já estamos habituadas àquela pessoa, já temos intimidade e, acima de tudo, a outra pessoa também já nos conhece, já conhece o nosso corpo e a nossa performance debaixo dos lençóis.
E à medida que os anos vão passando e continuamos com a mesma pessoa, vamos perdendo as características que em tempos nos levaram a seduzir e a conquistar a pessoa que está connosco. Deixamos de ser caçadoras e passamos a uma fase diferente.
No dia do concerto dos Depeche Mode senti bem isso na pele. Quando cheguei a Setúbal passei no bar Absurdo para dar um beijo a uma amiga. Estava de rastos e apetecia-me tudo menos sair. Mas como tinha combinado tudo na véspera não quis falhar. Essa minha amiga é divorciada. E estava no bar com um amigo colorido e um amigo dele. E eu senti-me horrivelmente mal. O meu brilhosinhos estava a dormir em casa e eu senti-me quase como se o estivesse a trair. Senti-me como se estivesse num double date e por isso saí dali a sete pés minutos depois de ter entrado. E mesmo mal tendo trocado qualquer palavra com os dois rapazes, dei por mim a olhar para todos os lados com receio que alguma cabeça menos bem intencionada tecesse algum comentário menos próprio.
A minha consciência estava a viver uma dualidade de pensamentos. Se por um lado sabia que não estava a fazer nada de mal, por outro senti-me muito incomodada por estar com três pessoas interessantes e totalmente disponíveis para o amor enquanto que eu estava numa sintonia totalmente diferente. E imaginei como seria se me separasse do meu marido. E voltasse de novo ao mundo dos solteiros e divorciados. E tenho a certeza que para mim isso seria estranho. MUITO ESTRANHO MESMO.
E à medida que os anos vão passando e continuamos com a mesma pessoa, vamos perdendo as características que em tempos nos levaram a seduzir e a conquistar a pessoa que está connosco. Deixamos de ser caçadoras e passamos a uma fase diferente.
No dia do concerto dos Depeche Mode senti bem isso na pele. Quando cheguei a Setúbal passei no bar Absurdo para dar um beijo a uma amiga. Estava de rastos e apetecia-me tudo menos sair. Mas como tinha combinado tudo na véspera não quis falhar. Essa minha amiga é divorciada. E estava no bar com um amigo colorido e um amigo dele. E eu senti-me horrivelmente mal. O meu brilhosinhos estava a dormir em casa e eu senti-me quase como se o estivesse a trair. Senti-me como se estivesse num double date e por isso saí dali a sete pés minutos depois de ter entrado. E mesmo mal tendo trocado qualquer palavra com os dois rapazes, dei por mim a olhar para todos os lados com receio que alguma cabeça menos bem intencionada tecesse algum comentário menos próprio.
A minha consciência estava a viver uma dualidade de pensamentos. Se por um lado sabia que não estava a fazer nada de mal, por outro senti-me muito incomodada por estar com três pessoas interessantes e totalmente disponíveis para o amor enquanto que eu estava numa sintonia totalmente diferente. E imaginei como seria se me separasse do meu marido. E voltasse de novo ao mundo dos solteiros e divorciados. E tenho a certeza que para mim isso seria estranho. MUITO ESTRANHO MESMO.
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Esta semana começaram os telefonemas cujo tema central são o Natal. O que comprar a quem e, acima de tudo, se eu já tinha feito a lista. Este ano, extraordinariamente, ainda não preparei nada. Ainda não fiz listas, ainda não pensei na árvore nem na decoração da mesa e da sala para a consoada. Este ano, e sem conseguir explicar muito bem porquê, estou a ser invadida por um medo quase assoberbado de não ter comigo todos os que mais amo. Este ano tenho medo de não ter por perto aquele que me ensinou os valores morais que hoje alimento, aquele que me ensinou a tabuada, que me levou a acampar, que me levou para a rua para brincar e num saco carregava uma carcaça com manteiga e fiambre e um pacotinho de leite, e me beija e abraça sempre que está comigo. O único homem que diz "a minha pequenina" independentemente de eu ter três ou 30 anos. O homem que me acolheu sempre em sua casa com um sorriso no rosto. O unico homem que de manhã fazia questão de fazer ginástica ainda antes de tomar o "mata-bicho". E agora dei comigo a lembrar-me de milhares e milhares de coisas que fazia com ele. O homem de quem falo não é meu pai. Mas é muito mais que isso. O lugar dele no meu coração é tão grande que quando ele partir tenho a certeza que não vou conseguir respirar durante muito tempo. Porque vou ter o meu coração vazio. Sem pinga de sangue que me dê forças para andar, respirar, e muito menos para sorrir.
Não sei porquê, este ano estou assim meio que amedrontada de não o ter por perto por muito mais tempo. E só o facto de pensar nisso me deixa assim sem fôlego. Espero que isto passe depressa. É que nem pareço eu. Que nesta altura do ano até já tenho uma grande parte dos presentes comprados, a árvore planeada e a lista para a consoada distribuida por todos.
Não sei porquê, este ano estou assim meio que amedrontada de não o ter por perto por muito mais tempo. E só o facto de pensar nisso me deixa assim sem fôlego. Espero que isto passe depressa. É que nem pareço eu. Que nesta altura do ano até já tenho uma grande parte dos presentes comprados, a árvore planeada e a lista para a consoada distribuida por todos.
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
E já está. Hoje, à hora marcada, lá estava eu, na Cruz Vermelha de Setúbal, a aguardar a minha vez para doar sangue para a medula óssea. E brilhosinhos e brilhosinhas do meu coração, aquilo não custa mesmo nada. Nadinha. Zero de dor, Zerinho. E sabem que mais? Fiquei muito contente. Porque quando pedi para tirarem a foto para a colocar no blogue, as meninas que lá estavam perguntaram se eu era a brilhosinhos. E fiquei a saber que algumas das pessoas que por lá passaram, só o fizeram porque tiveram conhecimento através do meu blogue que o Centro de Histocompatibilidade ambulatório viria hoje à nossa cidade. E com eles levaram cerca de 65 novas recolhas. Boa! Só espero que um de nós seja compatível com alguém.
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Agora já posso relaxar mais um bocadinho. Os sapatos estão comprados, o vestido também e os acessórios cantam ali dentro do saquinho. Bem vistas as coisas até não correu mal. Gastei menos de 100 euros no conjunto total. E sabem que vos digo, VIVA a H&M!
Mas será que eu não posso manifestar a minha opinião acerca dos homens com bracinhos pela cintura? É o mesmo que dizer que os louros parecem saídos de uma garrafa de água oxigenada, que os peludos são como os macacos and so on, and so on. É só uma opinião. Fiquem sabendo que um dos meus maiores desgostos de amor foi por um rapaz MUITO baixinho, com óculos e pêlos que nunca mais acabavam. Toda a gente dizia que ele era horrível. Mas para mim não era. God, onde está esse sentido de humor?
Notinha: Queridos anónimos, se têm uma opinião contrária à minha ainda bem, é sempre bom ouvirmos o outro lado. Mas já sabem, o calão de tão baixo nível não entra aqui. Não vale a pena insistirem. Sorry!
Notinha: Queridos anónimos, se têm uma opinião contrária à minha ainda bem, é sempre bom ouvirmos o outro lado. Mas já sabem, o calão de tão baixo nível não entra aqui. Não vale a pena insistirem. Sorry!
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Na fila do El Corte Inglês estava à minha frente, esta tarde, aquilo que eu posso chamar de o maior tira tesão do século. Aquele tipo de homem que eu mais detesto e do qual sempre pensei que JAMAIS me poderia apaixonar. É o chamado HOMEM BRACINHOS. Aquele homem pequeno, com bracinhos gordos que não lhe ultrapassam a cintura e a perna assim a atirar para o arqueado. Fosse ele careca e ter-lhe-ia dado uma faca para ele cortar os pulsos ali mesmo na casa-de-banho. Juro que de costas ainda pensei que fosse anão. Mas não. O que piorou bastante o perfil do senhor. Pois quando ele pagou e seguiu para o seu portugal dos pequeninos onde iria certamente participar no campeonato de wrestling, não consegui deixar de olhar fixamente para aquela figura tão pouco atractiva para mim.
Mas o mais engraçado de tudo é que no anelar gordo da mão esquerda do senhor, luzia uma aliança de casamento. E em vez de pensar no mau gosto que a esposa do dito cujo teria, dei comigo a sorrir e a dar graças por sermos todos tão diferentes. E por termos a capacidade de amar o próximo. E, já agora, por aquela sorte não me ter calhado a mim!
Mas o mais engraçado de tudo é que no anelar gordo da mão esquerda do senhor, luzia uma aliança de casamento. E em vez de pensar no mau gosto que a esposa do dito cujo teria, dei comigo a sorrir e a dar graças por sermos todos tão diferentes. E por termos a capacidade de amar o próximo. E, já agora, por aquela sorte não me ter calhado a mim!
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Nunca me sinto confortável quando tenho de tomar grandes decisões. Mas há momentos da nossa vida em que isso é inevitável. Há momentos da nossa vida em que olhamos para o futuro e conseguimos perceber o que queremos. E a maior parte das vezes o futuro mostra-nos que o nosso presente está uma grande merda. E que se não tivermos cuidado, o presente torna-se rapidamente no futuro e continuamos na merda. Só que depois a merda é bem maior e nós estamos bem mais sujos.
E é triste quando nos apercebemos que o nosso presente é uma merda. Que o trabalho que fazemos não nos preenche de forma alguma, quE o nosso marido não nos faz sentir amadas da maneira que queríamos ser amadas, que os nossos amigos nos traíram, ou simplesmente sabemos que a nossa vida não é nada daquilo que imaginámos um dia. Os trinta ensinaram-me que a vida não é nem nunca será como eu a imaginei uma dia. Mas também me ensinaram que quando não estamos felizes então se calhar o melhor é mudar de rumo. Seguir por outro caminho. Um caminho que nos leve a mais momentos de felicidade. A mais sorrisos. Que nos faça sentir bem mais vezes. E nisso eu acredito.
Apesar de todas as vicissitudes da minha vida ainda consigo sorrir muita vezes. Tal como todos, também eu tenho me sinto desconfortável com algumas das coisas que me rodeiam. Mas normalmente canalizo a minha tristeza para as coisas que me fazem feliz. É uma maneira de dissimular, camuflar, as minhas frustrações, as minhas tristezas. Umas vezes resulta, outras não. E quando não resulta normalmente fecho-me num casulo e só de lá saio quando vejo um raio de sol. Mas esforço-me bastante para ver esse raio de sol. Penso nas coisas exaustivamente. Meço bem as consequências de tudo. E tento pôr-me sempre do lado de lá.
Só que muitas das vezes damos por nós a lutar pela mesma coisa durante anos a fio. E lutamos primeiro porque acreditamos, depois porque estamos em negação, e eventualmente deixamos de ter forças para lutar. E ficamos novamente tristes. Porque deixar de lutar também pode ser interpretado como um falhanço na nossa vida. Mas o que é certo é que se lutamos tanto ao longo da vida por algo que invariavelmente nos faz infelizes, então, e analisando a coisa de uma perspectiva mais fria, talvez não valha assim tanto a pena lutar por algo. No amor, por exemplo, não se deve lutar para se ser bem tratado, para se ser respeitado, amado. No amor, por exemplo, se amamos alguém, então supostamente queremos estar com essa pessoa, queremos vê-la sorrir, e não a fazemos sofrer, chorar, sem sequer nos sentirmos incomodados com isso. É triste, mas infelizmente é a realidade para muita gente.
E é triste quando nos apercebemos que o nosso presente é uma merda. Que o trabalho que fazemos não nos preenche de forma alguma, quE o nosso marido não nos faz sentir amadas da maneira que queríamos ser amadas, que os nossos amigos nos traíram, ou simplesmente sabemos que a nossa vida não é nada daquilo que imaginámos um dia. Os trinta ensinaram-me que a vida não é nem nunca será como eu a imaginei uma dia. Mas também me ensinaram que quando não estamos felizes então se calhar o melhor é mudar de rumo. Seguir por outro caminho. Um caminho que nos leve a mais momentos de felicidade. A mais sorrisos. Que nos faça sentir bem mais vezes. E nisso eu acredito.
Apesar de todas as vicissitudes da minha vida ainda consigo sorrir muita vezes. Tal como todos, também eu tenho me sinto desconfortável com algumas das coisas que me rodeiam. Mas normalmente canalizo a minha tristeza para as coisas que me fazem feliz. É uma maneira de dissimular, camuflar, as minhas frustrações, as minhas tristezas. Umas vezes resulta, outras não. E quando não resulta normalmente fecho-me num casulo e só de lá saio quando vejo um raio de sol. Mas esforço-me bastante para ver esse raio de sol. Penso nas coisas exaustivamente. Meço bem as consequências de tudo. E tento pôr-me sempre do lado de lá.
Só que muitas das vezes damos por nós a lutar pela mesma coisa durante anos a fio. E lutamos primeiro porque acreditamos, depois porque estamos em negação, e eventualmente deixamos de ter forças para lutar. E ficamos novamente tristes. Porque deixar de lutar também pode ser interpretado como um falhanço na nossa vida. Mas o que é certo é que se lutamos tanto ao longo da vida por algo que invariavelmente nos faz infelizes, então, e analisando a coisa de uma perspectiva mais fria, talvez não valha assim tanto a pena lutar por algo. No amor, por exemplo, não se deve lutar para se ser bem tratado, para se ser respeitado, amado. No amor, por exemplo, se amamos alguém, então supostamente queremos estar com essa pessoa, queremos vê-la sorrir, e não a fazemos sofrer, chorar, sem sequer nos sentirmos incomodados com isso. É triste, mas infelizmente é a realidade para muita gente.
Não quero entrar em paranóia mas no sábado vou baptizar as minhas duas filhas e ainda não comprei nada para vestir. Ou calçar. Ou acessórios. Ou o que quer que seja. A única coisa que está comprada e definida é a roupa que elas vão vestir, as lembranças para os convidados e a decoração para as mesas. Mas hoje ainda é quarta-feira não é? Ainda tenho dois dias. Um número idêntico aos meus cabelos brancos.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Pessoal, aqui vai um apelo. Pede-se a todos os delegados de informação médica ou a quem esteja ligado ao ramo que me dê um toquinho se souberem de algum laboratório que esteja a meter pessoal na área de Setúbal. É por uma boa causa!
Hoje descobri que tenho D-O-I-S cabelos brancos! DOIS!!! É o principio do fim. A partir de agora é sempre a somar.
domingo, 15 de Novembro de 2009
Olé, Olé! Cheguei agora a casa. Vinda do concerto dos Depeche Mode. E estou ensopada em suor. Ensopada em alegria, em extravasamento e em adrenalina. Estava a precisar de uma noite assim. Estava a precisar de dançar muito, de cantar muito, de abraçar os meus irmãos (com quem fui ao concerto). E o concerto não poderia ter sido melhor. Muitos sucessos, muitas músicas do álbum novo, muita alegria e muito, muito, mesmo muito, suor. Nunca tinha ficado assim neste estado depois de um concerto. E agora a banheira está a encher. E eu vou saltar lá para dentro. Porque a puta da idade já não perdoa e os meus pés também não. Este é um bom momento na minha vida. Ainda bem. Porque eu estava mesmo a precisar.
sábado, 14 de Novembro de 2009
E pronto. Parece que é hoje. Esta noite. E finalmente. O concerto dos grandes Depeche Mode. E eu vou lá estar. De olhos bem abertos e a cantar Never Let Me Down Again. Para quem me quiser ouvir. E para quem não me quiser ouvir também.
Hoje nasceu a Sara. E eu não contive as lágrimas. Porque sinto que a Sara também é um bocadinho minha. Apesar de não ser. Parabéns aos papás e felicidades e muita saúde para a pequenina.
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Drama familiar # 1
- Mamããããããããã, a mana está a dizer que eu sou parva...
- Não és nada. A mana não queria dizer isso de certeza.
- Queria, queria. Mas eu só disse que ela era parva porque ela disse que eu era porca.
- Não és nada porca filha. A mana também não queria dizer isso, de certeza.
- Queria, queria. Eu vi a mana atirar um papel para o chão e quem faz isso é porco. Está a poluir o mundo. Além disso a mana disse primeiro que eu era egoísta.
- E porque é que a mana disse que tu eras egoísta?
- Porque eu não partilhei a minha Winx nova com ela. Mas eu não partilhei a minha Winx porque ela também não me emprestou o karaoke da Barbie.
Entretanto comecei a fumegar e a contar até 10. Elas devem ter reparado que eu começava a não achar piadinha nenhuma à conversa e disseram uma para a outra: "Vamos brincar às escolas!"
Puta de vida que às vezes só me apetece mergulhar de cabeça até ao quintal do vizinho. O que vale é que agora, e já a dormirem, parecem uns animais inofensivos e enchem-me de ternura.
- Não és nada. A mana não queria dizer isso de certeza.
- Queria, queria. Mas eu só disse que ela era parva porque ela disse que eu era porca.
- Não és nada porca filha. A mana também não queria dizer isso, de certeza.
- Queria, queria. Eu vi a mana atirar um papel para o chão e quem faz isso é porco. Está a poluir o mundo. Além disso a mana disse primeiro que eu era egoísta.
- E porque é que a mana disse que tu eras egoísta?
- Porque eu não partilhei a minha Winx nova com ela. Mas eu não partilhei a minha Winx porque ela também não me emprestou o karaoke da Barbie.
Entretanto comecei a fumegar e a contar até 10. Elas devem ter reparado que eu começava a não achar piadinha nenhuma à conversa e disseram uma para a outra: "Vamos brincar às escolas!"
Puta de vida que às vezes só me apetece mergulhar de cabeça até ao quintal do vizinho. O que vale é que agora, e já a dormirem, parecem uns animais inofensivos e enchem-me de ternura.
Ao longo da vida passamos por várias encruzilhadas. Daquelas que nos obrigam a tomar decisões para as quais não estamos minimamente preparados, daquelas que nos obrigam a tomar decisões quando nem sabemos muito bem que decisões havemos de tomar. Penso que todos já passámos por isso. Aliás, tenho a certeza disso. Começa por ser a decisão de tirar o brinquedo ao amigo e vai evoluindo até à decisão de mudar ou não de emprego, mudar ou não de casa, casar ou separar e por aí fora.
As encruzilhadas da vida não são fáceis. Eu já passei por algumas e tive sempre muita dificuldade em tomar decisões que sabia, à partida, que iriam mudar muita coisa na minha vida. Não era o medo de nada específico. Mas era o medo do desconhecido, do que poderia vir como attachment à minha decisão. Já segui pelos caminhos da seda e já segui pelos caminhos tortuosos. Mas a cada passo que dei sinto que aprendi um bocadinho. Sinto, acima de tudo, que os últimos dez anos da minha vida têm sido ricos em auto-conhecimento. Descobri-me e reinventei-me. E penso que para melhor. Porque tenho que tristemente admitir que com 24 ou 25 anos não fazia a mínima de quem era ou do que queria para a minha vida. E isto deve-se única e simplesmente ao facto de ter feito sempre as coisas a pensar no que os outros iriam gostar, iriam querer. Mas agora já não é assim. Sei como sou e admito-o. Podem achar-me uma enorme croma, uma idiota, uma oca de ideias, que isso não me importa nada. Porque agora eu sei quem sou. Sou uma mulher que ainda sonha com o principe no seu cavalo branco, que acredita que não há pais a fazerem mal aos filhos, que assume que a maternidade é a sua maior alegria, que abdicou de uma carreira para se dedicar à família sem ter vergonha disso, que acredita que cada dia que passa tem que ser melhor que o outro.
As encruzilhadas da vida não são fáceis. Eu já passei por algumas e tive sempre muita dificuldade em tomar decisões que sabia, à partida, que iriam mudar muita coisa na minha vida. Não era o medo de nada específico. Mas era o medo do desconhecido, do que poderia vir como attachment à minha decisão. Já segui pelos caminhos da seda e já segui pelos caminhos tortuosos. Mas a cada passo que dei sinto que aprendi um bocadinho. Sinto, acima de tudo, que os últimos dez anos da minha vida têm sido ricos em auto-conhecimento. Descobri-me e reinventei-me. E penso que para melhor. Porque tenho que tristemente admitir que com 24 ou 25 anos não fazia a mínima de quem era ou do que queria para a minha vida. E isto deve-se única e simplesmente ao facto de ter feito sempre as coisas a pensar no que os outros iriam gostar, iriam querer. Mas agora já não é assim. Sei como sou e admito-o. Podem achar-me uma enorme croma, uma idiota, uma oca de ideias, que isso não me importa nada. Porque agora eu sei quem sou. Sou uma mulher que ainda sonha com o principe no seu cavalo branco, que acredita que não há pais a fazerem mal aos filhos, que assume que a maternidade é a sua maior alegria, que abdicou de uma carreira para se dedicar à família sem ter vergonha disso, que acredita que cada dia que passa tem que ser melhor que o outro.
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Mas porque é que toda a gente implica quando eu digo que não gosto de ler Lobo Antunes? Não gosto. Não gosto. Não gosto. E não gosto. Porque acho que é chato. Porque não gosto da maneira como ele escreve. E porque não me identifico muito com o género dele. E depois? Sou pior pessoa por isso? Oh God! Ele há com cada uma.
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Os espelhos de minha casa estão com um problema. Sempre que apareço, vejo uma lontra enorme do outro lado. E ela falou comigo. Disse-me: "Minha querida, só desapareço se começares a beber dois litros de água por dia, largares os petiscos, deixares de beber bebidas com gás, cortares com o pão, os doces, os fritos e afins, e começares a praticar exercício físico." Posto isto, e como estou a ficar um bocadinho irritada com a presença deste "pequeno" animal do outro lado, acho que vou ter que começar a fazer o que ele me diz. Mas acho que vou esperar que o Verão de São Martinho se vá, juntamente com as castanhas. Ah, e já agora o Natal e a passagem de ano! Brincadeirinha.
No dia 24 de Novembro vai haver em Setúbal uma recolha de sangue para quem está interessado em ser dador de medula óssea. Por isso apelo aqui a todos os que moram em Setúbal, a dar um saltinho ao Largo da Misericórdia entre as 10 da manhã e as quatro da tarde. É só tirar um poucochinho de sangue e já está. E se formos compatíveis com alguém já viram o bom que é? A honra que será podermos dar um sorriso a quem mais precisa. Por isso vá lá. Passem por lá. Vamos ajudar todos os Matias e as Carmens da Europa. Não custa nada. Conto com todos.
Não consigo entender a obcessão de alguns pais em quererem que os filhos enveredem por carreiras que à velocidade da luz lhes roubam toda e qualquer privacidade. As filas que se fazem à porta dos castings infantis e juvenis para novelas são o primeiro passo para uma vida que pode ser uma enorme caca.
Como jornalista que fui ao longo de vários anos, testemunhei as coisas mais macabras, desde a vasculhice porque sim da vida alheia, ao "bora lá tentar desenterrar os podres desta gaja" porque vai ser uma boa capa. E depois, de uma formiguinha rapidamente se constrói um elefante. A duvida na cabeça dos leitores fica instalada e da fama já ninguém livra a vítima dessa semana.
Talvez seja por isso que quando alguém me pergunta se sei de alguns castings, eu, antes de qualquer resposta, tento demover a pessoa em questão dessa ideia. Porque ser figura pública não é bom. Ser figura pública tem um lado podre que é muito assustador e dá muitas dores de cabeça.
Como jornalista que fui ao longo de vários anos, testemunhei as coisas mais macabras, desde a vasculhice porque sim da vida alheia, ao "bora lá tentar desenterrar os podres desta gaja" porque vai ser uma boa capa. E depois, de uma formiguinha rapidamente se constrói um elefante. A duvida na cabeça dos leitores fica instalada e da fama já ninguém livra a vítima dessa semana.
Talvez seja por isso que quando alguém me pergunta se sei de alguns castings, eu, antes de qualquer resposta, tento demover a pessoa em questão dessa ideia. Porque ser figura pública não é bom. Ser figura pública tem um lado podre que é muito assustador e dá muitas dores de cabeça.
domingo, 8 de Novembro de 2009
No próximo dia 21 de Novembro vou batizar as minhas duas filhas. Não vou fazer nenhum festim, mas vou reunir num almoço as pessoas que considero serem as mais importantes das suas vidas. Os meus pais, a minha sogra, os tios e tia, os bisavós, e as madrinhas. Porque as minhas filhas não vão ter padrinhos. Vão ter quatro madrinhas. Como a Bela Adormecida (essa acho que tinha três madrinhas, mas não faz mal).E essas madrinhas não são da nossa família. Porque penso que se eu e o meu brilhosinhos morrermos cedo, os meus irmãos irão naturalmente cuidar delas, assim como os meus pais e sogra. Por isso, na hora de escolher os padrinhos, optámos por escolher as quatro mulheres que marcam da forma mais positiva a nossa vida. A minha e a do meu brilhosinhos, claro. Essas quatro mulheres aceitaram o meu convite, e agora vão ficar ligadas para sempre à nossa família.
As quatro madrinhas das minhas filhas são também as minhas melhores amigas. E este posto é dedicado a elas. À S., à A., à S., e à A.T. Porque as adoro. Porque posso contar com elas incondicionalmente na minha vida. E porque também faço tudo por elas. E sabem porque é que conseguimos ser assim? Por isto:
- Porque nos amamos verdadeiramente
- Porque sofremos quando uma de nós sofre
- Porque nenhuma de nós faz juízos de valor sem ouvir a versão da boca da própria
- Porque não temos medo de falar do que quer que seja pois sabemos que do outro lado virá sempre o melhor conselho
- Porque somos sinceras
- Porque somos honestas
- Porque cada uma é livre de desabafar, ou não, da maneira que quiser
- Porque rimos com a mesma facilidade com que choramos
- Porque fazemos sempre planos juntas
- Porque sabemos que quando viramos costas não falam mal de nós
- Porque queremos, acima de tudo, ver a outra a sorrir
- Porque sabemos com um simples olhar que algo se passa
- Porque não precisamos de falar todos os dias para saber que a amiga ainda está lá
Por tudo isto quero agradecer a Deus por ter posto estas quatro mulheres na minha vida. A., A.T., S. e S., obrigada por caminharem ao meu lado.
As quatro madrinhas das minhas filhas são também as minhas melhores amigas. E este posto é dedicado a elas. À S., à A., à S., e à A.T. Porque as adoro. Porque posso contar com elas incondicionalmente na minha vida. E porque também faço tudo por elas. E sabem porque é que conseguimos ser assim? Por isto:
- Porque nos amamos verdadeiramente
- Porque sofremos quando uma de nós sofre
- Porque nenhuma de nós faz juízos de valor sem ouvir a versão da boca da própria
- Porque não temos medo de falar do que quer que seja pois sabemos que do outro lado virá sempre o melhor conselho
- Porque somos sinceras
- Porque somos honestas
- Porque cada uma é livre de desabafar, ou não, da maneira que quiser
- Porque rimos com a mesma facilidade com que choramos
- Porque fazemos sempre planos juntas
- Porque sabemos que quando viramos costas não falam mal de nós
- Porque queremos, acima de tudo, ver a outra a sorrir
- Porque sabemos com um simples olhar que algo se passa
- Porque não precisamos de falar todos os dias para saber que a amiga ainda está lá
Por tudo isto quero agradecer a Deus por ter posto estas quatro mulheres na minha vida. A., A.T., S. e S., obrigada por caminharem ao meu lado.
sábado, 7 de Novembro de 2009
Pela hora matutina a que vos escrevo dá para deduzir que estou de regresso a casa e às lides maternais. Dormi quatro horas, já fiz biberões, leitinhos, tostas com manteiga, calcei meias anti-derrapantes, estendi a roupa, colei cromos, e já estou sentada no computador. E estou assim meio p'ró deprimida. Sonhei com o meu passado e fiquei nostálgica. Estou assim a modos que com um nó no estômago que não se desata nem por nada.
Vale-me a festa de São Martinho que vou fazer esta noite cá em casa.
Vale-me a festa de São Martinho que vou fazer esta noite cá em casa.
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